Democratas avançam na Câmara e no Senado e conquistam governos estaduais; resultado pode abrir caminho para investigações parlamentares
O Partido Democrata venceu nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, representando uma derrota política para o presidente Donald Trump. Com conquistas na Câmara, no Senado e em governos estaduais, os democratas ganharam mais força política e poderão dificultar as decisões do governo, além de abrir investigações contra o presidente. O resultado também mostra o nível de aprovação da população à gestão Trump.
Na apuração divulgada até as 7h30 desta quarta-feira (4), os democratas haviam conquistado 228 cadeiras na Câmara dos Representantes, 19 a mais do que na composição anterior. Os republicanos somavam 139 assentos, enquanto outras 68 vagas ainda estavam em disputa. As projeções apontavam para o melhor desempenho democrata na Câmara desde 2008, quando o partido conquistou 257 cadeiras, durante a eleição que levou Barack Obama à Presidência.
> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão
No Senado, os democratas alcançaram 54 assentos, sete a mais do que na eleição anterior. Duas disputas, nos estados do Alasca e do Kansas, ainda estavam em aberto. O avanço também chegou aos governos estaduais. Os democratas conquistaram cinco governos anteriormente ocupados por republicanos, aumentando sua presença política pelo país.
Um dos resultados mais expressivos foi no Texas, tradicionalmente republicano. O partido de Trump sofreu derrotas nas disputas pelo governo estadual e pelo Senado. James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton na disputa pelo Senado. Já Gina Hinojosa venceu Greg Abbott, que tentava a reeleição ao governo estadual. As eleições também registraram marcos históricos. Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms foi eleita a primeira mulher negra a governar o estado. Na Califórnia, Xavier Becerra tornou-se o primeiro latino eleito governador.
Derrota pode limitar poder de Trump
O avanço democrata no Congresso representa um obstáculo importante para o governo Trump. Com a posse dos novos parlamentares, em janeiro, o partido poderá influenciar a agenda legislativa, as decisões orçamentárias e a fiscalização da administração federal. A oposição também ganha espaço para abrir investigações parlamentares sobre o presidente e seus aliados. A política externa, especialmente a guerra contra o Irã, deve entrar no centro dos debates, já que o Congresso tem poder para aprovar ou restringir recursos destinados às operações militares.
Outra possibilidade é a abertura de um processo de impeachment contra Trump. Embora a destituição dependa de uma maioria de dois terços no Senado, uma investigação desse tipo poderia aumentar o desgaste político do presidente.
Apesar das dificuldades, Trump mantém o poder de veto presidencial, que permite bloquear projetos aprovados pelo Congresso. Para derrubar um veto, os parlamentares precisam reunir dois terços dos votos nas duas casas legislativas.
Insatisfação com Trump influenciaram resultado
Entre os fatores apontados para a vitória democrata está o voto antecipado. Mais de 61,7 milhões de cédulas foram enviadas pelos correios, modalidade tradicionalmente utilizada por uma parcela significativa do eleitorado democrata, segundo a AFP. O financiamento das campanhas também teve destaque. James Talarico arrecadou cerca de US$145 milhões, contra US$22 milhões de seu adversário republicano.
Além disso, a insatisfação de jovens e eleitores latinos com Trump pode ter contribuído para o resultado. Pesquisas de boca de urna indicaram desgaste do presidente, especialmente em relação às promessas eleitorais, à guerra contra o Irã e ao aumento dos preços dos combustíveis.
Trump culpa aliados
Em entrevista à Fox News, Trump parabenizou os democratas pela vitória, mas procurou afastar a responsabilidade pessoal pela derrota. O presidente atribuiu parte do resultado ao desgaste da guerra contra o Irã e ao aumento dos preços da gasolina. Também criticou Greg Abbott, derrotado na disputa pelo governo do Texas, afirmando que o ex-governador havia se afastado dos princípios republicanos.
Trump ainda declarou que teria vencido caso seu nome estivesse nas cédulas eleitorais. Após a divulgação dos resultados, publicou uma imagem de um boné com a palavra “VETO”, em referência ao instrumento que poderá utilizar para barrar decisões contrárias aos interesses de seu governo.
Aprenda a fazer 5 lanches práticos e saudáveis
Saiba como substituir lanches prontos por opções caseiras e nutritivas, economizando dinheiro e garantindo mais energia
Prático e versátil, o sanduíche marca presença na rotina do brasileiro a qualquer hora do dia. Seja no café da manhã, no brunch, no almoço rápido ou no jantar, ele é sempre uma escolha certeira. Trocar ultraprocessados ou salgados fritos por um sanduíche caseiro e bem elaborado garante sabor sem pesar no bolso ou na saúde. Ao montar o próprio lanche, fica fácil controlar a qualidade dos ingredientes, variando entre combinações leves, como peito de peru com queijo branco, e opções mais substanciais com carnes grelhadas, queijos derretidos e vegetais frescos.





