6 de abril de 2026
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Animal mais velho do planeta é ‘monstro’ que pode chegar aos 500 anos

Foto: Universidade da Califórnia/Divulgação
Ambiente habitado por este gigante pode ser a chave para a longevidade

Uma espécie de “monstro” habita o planta Terra desde antes mesmo de o Brasil ser descoberto. Nas águas escuras e quase congeladas do Ártico, onde a luz do sol mal chega, habita uma criatura que desafia o próprio conceito de tempo. O tubarão-da-Groenlândia (Somniosus microcephalus) não chama atenção pela velocidade, nem pela agressividade. Seu superpoder  é outro: ele pode viver por até 400 anos, tornando-se possivelmente o vertebrado mais longevo já registrado.

Mais do que um predador, trata-se de um sobrevivente de eras — um animal que já nadava nos oceanos quando impérios ainda estavam por surgir. Esse tubarão vive no Atlântico Norte e no Oceano Ártico, especialmente nas águas ao redor da Groenlândia, do Canadá e da Islândia. Prefere ambientes extremos, com profundidades que podem ultrapassar mil metros e temperaturas próximas de zero.

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Lento e silencioso, o tubarão-da-Groenlândia raramente é visto. Sua rotina acontece em um mundo de escuridão permanente, onde a pressão é alta e a comida, escassa — um cenário que ajuda a explicar parte de sua biologia incomum.

Um predador paciente e oportunista

Apesar do grande porte, que pode ultrapassar cinco metros de comprimento, o tubarão-da-Groenlândia é conhecido por seus movimentos extremamente lentos. Ainda assim, é um predador eficiente. Alimenta-se de peixes, focas e até carcaças de grandes animais.

Há registros surpreendentes: restos de presas de grande porte já foram encontrados em seus estômagos, levantando a hipótese de que ele pode atacar animais maiores ou se aproveitar de cadáveres no fundo do mar. Em um ambiente onde nada pode ser desperdiçado, ele come o que encontra.

Outro detalhe curioso reforça sua aura quase mitológica: muitos indivíduos carregam parasitas presos aos olhos, o que pode comprometer a visão. Ainda assim, isso não impede sua sobrevivência — o tubarão depende mais de outros sentidos para navegar e caçar nas profundezas escuras. Essa aparência, somada à longevidade extrema e ao habitat inóspito, ajuda a construir sua fama de “monstro” dos oceanos, ainda que, na prática, represente pouco risco aos humanos.

Como a ciência revelou sua idade

Durante décadas, a do tubarão-da-Groenlândia foi um enigma. Sem estruturas ósseas rígidas que permitissem contagem de crescimento, como ocorre com outros peixes, os cientistas precisaram recorrer a um método incomum.

A resposta veio por meio da análise de proteínas no cristalino dos olhos, utilizando técnicas de datação por carbono. O resultado surpreendeu a comunidade científica: alguns exemplares tinham centenas de anos, com estimativas que chegam a quatro séculos. Ou seja, há tubarões-da-Groenlândia vivos hoje que podem ter nascido antes mesmo da Revolução Industrial.

Mas por que ele vive tanto? A resposta está no próprio ambiente em que habita. O frio extremo desacelera seu metabolismo, reduzindo o desgaste do organismo ao longo do tempo. Além disso, seu crescimento é incrivelmente lento e sua maturidade sexual pode levar mais de um século para ser alcançada. Esse ritmo biológico quase “em câmera lenta” parece ser a chave para sua vida extraordinariamente longa.

           

             

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