23 de julho de 2024
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Ocorrência

Após sete dias de tragédia, RS soma 95 mortes

Mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas chuvas que castigaram o Rio Grande do Sul

A maior tragédia que já atingiu o Rio Grande do Sul já contabiliza 95 mortes. Outras quatro mortes estão sob investigação, 128 pessoas estão desaparecidas e 372 feridas. Segundo a Defesa Civil gaúcha 414 cidades foram afetadas pelas enchentes. Os números ate o momento já superam em quatro vezes o desastre que ocorreu em setembro de 2023.

Os serviços essenciais seguem interrompidos na maioria das cidades gaúchas e algumas ainda estão isoladas. Rodovias estão bloqueadas, algumas podem levar até um mês para serem liberadas. Na capital, Porto Alegre, muitos bairros estão sem distribuição de energia e existe escassez de água potável, comida e combustível.

No total 1.450.078 pessoas foram afetadas pelas chuvas. No estado 66.434 pessoas estão desabrigadas e foram encaminhadas para abrigos. Outros 158.992 gaúchos estão desalojados

Chuva volta ao Rio Grande do Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu o alerta de “grande perigo” para chuvas volumosas no sul do Rio Grande do Sul para esta quarta-feira (8). Os temporais podem ultrapassar 100 milímetros e podem provocar queda de granizo e ventos superiores a 100 quilômetros por hora.

Municípios contabilizam prejuízos

No Rio Grande do Sul 401 municípios foram atingidos pelas chuvas. Um deles é Arroio do Meio. Segundo o prefeito, Danilo José Bruxel, a cidade está enfrentando uma tragédia. “Temos mais de 12 mil habitantes fora de suas residências. Estamos desolados e de mãos atadas, porque temos duas pontes que dão acesso ao município vizinho e a capital, mas elas caíram. Infelizmente, parece que estamos dando um passo para frente e dois para trás”, disse Bruxel.

De acordo com o prefeito, a população está ilhada, sem energia e sem água na região central da cidade. “A telefonia está precária. Estamos vivendo uma situação caótica aqui em Arroio do Meio. As pessoas estão em ginásio, embaixo de lonas, em casa de parentes e estamos dando uma assistência especial com alimentação e saúde”, desabafou

Com informações do Governo do RS e band.com.br 

Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli