2 de abril de 2026
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Artemis II: como será o dia a dia da primeira viagem à lua em 50 anos

Imagem: Redes Sociais/Reprodução
Após lançamento histórico, a tripulação da Orion vive dias intensos de ciência, café e vistas inéditas do espaço profundo

O foguete Space Launch System decolou na noite de quarta-feira (1º), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando quatro astronautas em um voo histórico: o primeiro tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos, desde o Programa Apollo. A bordo da cápsula Orion, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen percorrerão mais de 685.000 milhas em uma missão de aproximadamente 10 dias que servirá como o teste final para o pouso lunar na Artemis III. Confira como será os dias da tripulação segundo a Nasa.

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Dia 1 (1º abril)

Nesta quarta, após o foguete SLS (Space Launch System) colocar a Orion no espaço, a nave realiza duas órbitas elípticas ao redor da Terra para garantir que todos os sistemas de suporte à vida operem conforme o esperado. Um momento crítico ocorre quando a tripulação se separa do estágio superior do foguete (ICPS) e assume o controle manual da Orion por cerca de 70 minutos. Essa “demonstração de operações de proximidade” é essencial para treinar manobras de acoplamento que serão usadas em missões futuras.

Dia 2 (2 de abril)

No segundo dia, a Orion aciona seu motor principal para a Injeção Translunar (TLI), saindo definitivamente da órbita terrestre rumo à Lua. Durante os quatro dias de travessia, os astronautas não são apenas pilotos, mas também cientistas e sujeitos de pesquisa. Eles participam de estudos como o ARCHeR, que monitora sono e estresse, e o AVATAR, que utiliza tecnologia de “chips de órgãos” para entender como a radiação do espaço profundo afeta a medula óssea humana.

Nesse período, a rotina inclui oito horas de sono em sacos de dormir que funcionam como redes presas às paredes da cabine, que tem o espaço interno comparável a duas minivans. As refeições são aquecidas em um sistema estilo “maleta” e o conforto é garantido por um novo banheiro espacial adaptado para longas durações.

Dias 3 a 5 (3 a 5 de abril)

Entre os dias 3 e 5 da missão Artemis II, o foco da tripulação se divide entre ajustes técnicos de navegação, procedimentos de segurança e preparativos científicos para a chegada à Lua.

Dia 4: Ocorre a segunda queima de correção de trajetória. A tripulação também dedica tempo para revisar o plano de captura de imagens do sobrevoo lunar, preparando-se para documentar as crateras e características geológicas da superfície.

Dia 5: Este é um dia de marcos importantes, começando com uma demonstração de colocação rápida e pressurização dos trajes espaciais (Orion Crew Survival System). Após a terceira queima de correção de trajetória, a Orion atinge um ponto crítico: ela entra na esfera de influência lunar, onde a gravidade da Lua passa a exercer uma força maior sobre a cápsula do que a gravidade da Terra.

Dia 6 (6 de abril)

A Orion passará a uma distância entre 4.000 e 6.000 milhas (aproximadamente 6.400 a 9.600 km) da superfície lunar. Desse ponto de vista, a Lua aparecerá para os astronautas com o tamanho de uma bola de basquete segurada com o braço estendido. O ponto de maior proximidade ocorre justamente quando a nave voa por trás da Lua. Durante esse período, a tripulação perderá a comunicação com a Terra por um intervalo de 30 a 50 minutos.

Sem o contato com o controle da missão, os astronautas se tornarão os primeiros humanos desde 1972 a ver a superfície lunar de perto com os próprios olhos. Eles registrarão fotos e vídeos do lado oculto, documentando características geológicas como crateras de impacto e fluxos de lava antigos (como os mares Marginis e Smythii).

Visão Inédita: Dependendo da iluminação no momento, eles podem ser os primeiros humanos a ver áreas específicas da face oculta que nunca foram iluminadas durante as missões Apollo, como a Bacia Orientale, uma cratera de 600 milhas de largura.

Recorde de Distância: Pouco após a aproximação máxima (estimada para 5 dias e 1 hora após o lançamento), a tripulação atingirá o ponto mais distante da Terra de toda a missão antes que a gravidade lunar os “estilingue” de volta para casa.

Dias 7 a 9 (7 a 9 de abril)

Dia 7: Este é o dia reservado para o descanso da tripulação, sendo majoritariamente um período fora de serviço. Durante o dia, a Orion sai da esfera de influência lunar, voltando a ser dominada pela gravidade da Terra. Os astronautas realizam uma reunião técnica (debriefing) sobre as observações geológicas feitas durante a passagem pela Lua e executam a primeira queima de correção da trajetória de retorno.

Dia 8: A tripulação realiza uma demonstração de proteção contra radiação, testando como montar um abrigo de emergência dentro da cápsula usando sacos de carga para se protegerem de possíveis tempestades solares. Além disso, ocorre um segundo teste de pilotagem manual da Orion para validar a precisão dos comandos antes da reentrada.

Dia 9: Os astronautas realizam uma avaliação de vestimentas especiais (G-suits) projetadas para mitigar a intolerância ortostática, que é a tontura sentida ao retornar à gravidade terrestre. É executada a segunda queima de correção de trajetória, garantindo que a nave atinja o ângulo exato para entrar na atmosfera. A equipe também começa a revisar as listas de verificação para a reentrada, preparando a Orion para os eventos térmicos intensos do dia seguinte.

Dia 10 (10 de abril)

O dia 10 é o capítulo final e mais tenso da missão, marcado pela reentrada na atmosfera e o resgate no Oceano Pacífico. Cerca de cinco horas antes de atingir a atmosfera, a Orion executa a terceira queima de correção de trajetória de retorno para garantir que entre no ângulo exato, evitando ricochetear no espaço ou queimar prematuramente. A tripulação veste seus trajes de sobrevivência (Orion Crew Survival System) e trabalha em uma lista de verificações detalhada para a reentrada.

O módulo de serviço é descartado, deixando apenas a cápsula tripulada. Ela atinge o topo da atmosfera a 30 vezes a velocidade do som (aproximadamente 25.000 mph), enfrentando temperaturas extremas de 5.000 graus Fahrenheit. O atrito com o ar funciona como o primeiro freio, reduzindo a velocidade para 325 mph.

Um sistema de 11 paraquedas entra em ação. Primeiro, as coberturas frontais são ejetadas; dois paraquedas de estabilização (drogue) abrem a 25.000 pés; finalmente, os três paraquedas principais, cada um com 116 pés de largura, desaceleram a Orion para apenas 17 a 20 mph.

A cápsula pousa no Oceano Pacífico. Se ela virar na água, cinco airbags laranja inflarão no topo para colocá-la na posição vertical. Mergulhadores da Marinha dos EUA instalam uma plataforma inflável chamada “varanda frontal” para que os astronautas saiam e sejam levados por helicóptero ao navio de resgate, o que deve ocorrer em menos de duas horas. A missão termina com a cápsula sendo rebocada para dentro do navio e transportada para a Base Naval de San Diego.

           

             

Líder do Comando Vermelho da Bahia é preso em prédio de luxo no Litoral catarinense

Suspeito era considerado foragido desde o início de ano, quando foi expedido um mandado de prisão contra ele

Um homem suspeito de comandar uma célula do Comando Vermelho na cidade de Salvador, na Bahia, foi preso nesta semana em um prédio de luxo próximo à orla da Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele era considerado foragido da justiça baiana por crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e arma de fogo. O suspeito, identificado como “JR”, foi encaminhado ao presídio nesta terça (31) e aguardará o julgamento em cárcere.