27 de maio de 2024
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Bengala eletrônica para deficientes visuais desenvolvida por universidade catarinense ganha certificado; confira

Equipamento emite vibrações e sons ao localizar uma barreira acima da linha da cintura do usuário

A Bengala Longa Eletrônica (BLE), desenvolvida pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí (Univali) conquistou o certificado de registro de marca, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). No Brasil, mais de 30 pessoas já fazem uso do item, que é produzido e montado dentro do campus da Univali e foi inventado por três professores e pesquisadores. São eles: Alejandro Rafael Garcia Ramirez, Milton José Cinelli e Renato Fonseca Livramento da Silva.

O produto já tinha os registros de patente de modelo e de design industrial, conquistados em anos anteriores. Agora, a nova certificação, conquistada em fevereiro, garante os direitos da marca BLE à Fundação Univali. O professor Ramirez explica que esse passo é importante, pois protege a autoria e identidade do produto.

“Desta forma dispomos de aparatos legais para prevenir que o nome Bengala Longa Eletrônica seja usado de forma incorreta para identificar produtos com características diferentes, produzidos por outras empresas”, afirma o inventor, que atua no Mestrado em Computação Aplicada e no Mestrado e Doutorado em Educação da Univali.

 

O professor conta ainda que a Bengala não é comercializada. “Nós conseguimos o recurso para financiá-la, por meio de doação física ou patrocínio, fazemos a montagem e realizamos a entrega ao usuário”, comemora Ramirez.

Funcionamento e incentivos

A Bengala Longa Eletrônica emite vibrações e sons ao localizar uma barreira acima da linha da cintura do usuário. Esse recurso oferece mais segurança, pois conforme a pessoa se aproxima dos obstáculos, a resposta tátil pulsa de forma mais frequente e o som fica mais intenso.

O item foi desenvolvido na Univali e, ao longo dos anos, contou com recursos viabilizados por editais de pesquisa. Os estudos para elaboração da Bengala começaram em 2002, mas o projeto despontou em 2005, quando foi selecionado na chamada pública MCT/Finep – Ação Transversal – Tecnologias Assistivas.

Contribuiu também para o projeto a professora e pesquisadora Marion Hersh, da Universidade de Glasgow, Escócia. Em 2018, ela participou do workshop Accessible Infrastructures for the Mobility & Education of Blind People, que reuniu 40 pesquisadores e profissionais do Reino Unido e do Brasil, e foi coordenado por pesquisadores da Univali. O evento ocorreu em Florianópolis, com recursos da Fapesc, uma das financiadoras do projeto da Bengala Eletrônica.

Recentemente o protótipo recebeu apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de uma emenda parlamentar. O projeto também participou do Sinapse da Inovação, idealizado pela Fundação CERTI Governo do Estado, por meio da Fapesc, em parceria com o Sebrae/SC. Em 2010 recebeu apoio do Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil.

Foto: Daniel Queiroz / Reprodução

 

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