4 de janeiro de 2026
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Brasil eleva alerta e mobiliza militares no Norte após saída ‘irreversível’ de Maduro

Foto: Jean Oliveira/Arquivo pessoal
Ministério da Defesa informou que os comandos das Forças Armadas já operam em ‘nível de alerta elevado’

O Ministério da Defesa informou que os comandos das Forças Armadas no Norte do Brasil já operam em “nível de alerta elevado” após as ações dos EUA na Venezuela neste sábado (3). A medida, que será detalhada pelo ministro José Múcio Monteiro em reunião ministerial, reflete a crescente tensão na fronteira e o monitoramento rigoroso para evitar qualquer violação do território nacional.

A mobilização tem caráter preventivo e “defensivo”. Fontes do governo indicam que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorize, um contingente maior de homens e equipamentos de alta tecnologia pode ser deslocado imediatamente para a região amazônica para reforçar a soberania brasileira.

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Múcio diz ainda que a fronteira do Brasil com a Venezuela, no estado de Roraima, está tranquila, monitorada e aberta. “A fronteira está absolutamente tranquila. Nós temos um contingente já há algum tempo lá de homens e equipamentos. Estamos aguardando que as coisas aconteçam. Vamos aguardar a entrevista do presidente da República dos Estados Unidos, algumas coisas que vão acontecer durante o dia”, disse ministro nesta manhã.

A cúpula do governo brasileiro já trabalha com um cenário de ruptura definitiva em Caracas. A análise que chega à mesa do presidente Lula é direta: “a saída de Nicolás Maduro do poder é irreversível”. O otimismo em relação à transição, porém, é contido por um forte receio em torno do “dia seguinte”.

O diagnóstico de ministros do Palácio do Planalto aponta que um eventual vácuo de poder pode levar a uma convulsão social sem precedentes. O governo traça paralelos históricos preocupantes, citando intervenções ou deposições lideradas pelos EUA em países como Líbia, Iraque e Afeganistão. Nestes casos, avalia o Planalto, a queda do líder não resultou em estabilidade democrática, mas em anos de conflito civil e desarticulação do Estado.

A principal preocupação do Itamaraty e do Ministério da Defesa não se limita a quem assumirá a Presidência, mas à forma como esse novo governo exercerá o poder. O governo brasileiro destaca que a estrutura estatal venezuelana foi moldada ao longo de décadas para ser fiel ao chavismo. A linha de questionamento é clara: o Maduro foi removido, mas como lidar com um Tribunal Constitucional e uma Assembleia Nacional inteiramente alinhados ao pró-governo? Esses questionamentos devem ser apresentados ao presidente Lula nos próximos dias.

Casa Branca divulga primeira foto de Nicolás Maduro preso pelas Forças Armadas dos EUA. Foto: Redes sociais/Reprodução

Controle da Venezuela pelos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Nicolás Maduro, que o governo norte-americano vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder. A intenção é comandar o país “até quando puder”.

“Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, disse o norte-american uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

O presidente dos EUA justificou a invasão da Venezuela com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas. Ele também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, disse.

*Com informações de Band.com.br

           

             

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