Crescem registros de novas marcas de semaglutida e primeiro genérico nacional é aprovado
O Brasil desponta atualmente como um dos maiores mercados de canetas emagrecedoras em todo o mundo. Diante dessa alta demanda, novos registros de marcas e a liberação de uma versão genérica do medicamento devem baratear as opções disponíveis e facilitar o acesso dos pacientes ao tratamento.
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Apesar dos benefícios terapêuticos obtidos pelos pacientes, o tratamento exige um investimento financeiro bastante elevado. Com um custo mensal de quase R$ 3.000, o tratamento não é considerado barato.
Um exemplo real desse impacto é a história de Tatiana Piva Assumpção, que conseguiu eliminar 18 kg ao longo de nove meses de tratamento com uma caneta emagrecedora. Embora celebre o resultado na balança, Tatiana admite que o valor do medicamento “dói no bolso”. Ela compartilha a expectativa de que novas opções cheguem ao mercado para apoiá-la em seu processo de emagrecimento.
Para responder à demanda, novas opções têm sido registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Somente no mês de julho, a agência registrou cinco novas canetas de semaglutida. Com isso, o Brasil passou a contar com 21 canetas autorizadas, enquanto outras oito estão em fase de registro e devem ser aprovadas até o final do ano.
A novidade mais recente foi a aprovação, por parte da Anvisa, da primeira caneta genérica nacional, acompanhada também de uma versão similar. Esses medicamentos atuam utilizando uma forma sintética do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo e liberado pelo intestino após as refeições para proporcionar a sensação de saciedade. Como a molécula já é bastante estudada, a expectativa é que a versão genérica apresente eficácia e efeitos colaterais semelhantes aos produtos originais.
Benefícios sociais e o papel do SUS
A tendência é que a redução nos preços e a facilitação do acesso tragam impactos positivos que vão além do paciente individual. Espera-se que a maior acessibilidade contribua para diminuir crimes associados a esses medicamentos, reduzindo ocorrências como roubos a farmácias, contrabando e falsificações. Além disso, a redução de custos deve facilitar a chegada definitiva desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, a semaglutida já é utilizada no SUS por 250 pacientes que sofrem de obesidade grave e que possuem indicação médica para a realização de cirurgia bariátrica. Essa expectativa de distribuição gratuita é vivenciada de perto por Leandro, de 38 anos e pesando 160 kg, que aguarda com ansiedade a oferta das canetas pelo sistema público. Relatando que se cansa muito rápido devido aos problemas de saúde, Leandro resume seu desejo: “Meu sonho é esse, emagrecer. E se chegasse no SUS de graça, ficaria melhor”
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