Suspeito teria andado “agressivamente” pelo local após votar
Um homem brasileiro, de 46 anos, foi preso neste domingo (4), em Miami, nos Estados Unidos, após se passar por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em um local de votação do primeiro turno das eleições brasileiras. O suspeito teria andado “agressivamente” em volta do campus da universidade Kendall após votar.
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De acordo com o boletim de ocorrência da prisão, citado pelo jornal Miami Herald, o homem usava um boné e uma jaqueta do ICE, óculos escuros e uma máscara cobrindo o rosto, além de botas com “aparência tática”, enquanto caminhava entre os prédios onde ocorria a votação.
Agentes de polícia uniformizados e à paisana foram ao campus quando os primeiros relatos sobre a presença dele começaram a chegar. Em determinado momento, outro homem confrontou o suspeito e os dois começaram a discutir; foi então que os agentes intervieram.
O homem disse aos policiais que havia votado anteriormente, vestindo uma camisa da seleção brasileira. Ele teria mostrado uma atitude “desafiadora” e dito que não cometia crime ao se vestir como agente do ICE sem ser um. Após votar, o brasileiro contou ter ido ao carro e vestido o uniforme, comprado pela internet. Ele afirmou ter feito isso “para ver a reação das pessoas”, segundo o relatório policial.
Ao ser colocado no banco de trás da viatura, o suspeito ameaçou um detetive disse que “ele se arrependeria de ter tomado essa decisão”. Na sequência, parou de ameaçar o detetive e tentou suborná-lo. “Vou garantir que você receba o pagamento se me deixar ir. Posso te mostrar bem aqui no meu celular. Por favor, pegue o celular e eu vou te mostrar. Vamos te pagar, mas você tem que me deixar ir primeiro”, disse o brasileiro.
Os policiais levaram ele ao Centro Correcional Turner Guilford Knight sob as acusações de intimidação de eleitor, conspiração para cometer suborno, uso ilegal de insígnias da polícia e conduta desordeira. Até esta segunda-feira, 5, um juiz ainda não havia definido sua fiança pela acusação de intimidação de eleitor. A fiança pelas outras acusações era de US$ 2.650, de acordo com os registros da prisão.
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