Animal foi atingido no intestino e chegou a ser internado, mas não resistiu aos ferimentos
Mais um caso de violência contra animal gera comoção. Após a repercussão do caso do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, em Santa Catarina, agora é o Paraná que registra um episódio semelhante. Um cachorro comunitário morreu após ser baleado em Toledo, no oeste do estado.
O animal, conhecido como Abacate, era cuidado por moradores do bairro Tocantins. Ele foi encontrado ferido na manhã desta terça-feira (27) e levado a um hospital veterinário particular, onde passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos.
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Bala atingiu o intestino do animal
De acordo com a coordenação de Proteção e Defesa Animal do município, o projétil perfurou o intestino do cachorro, o que provocou ferimentos graves. Apesar do atendimento emergencial e do procedimento cirúrgico, o quadro se agravou e o animal morreu.
Cinthia Moura, coordenadora do órgão, afirma que o caso foi enviado para investigação da Polícia Civil (PCPR). “É pelo Orelha. É pelo Abacate. É por todos os animais que não têm voz que seguiremos firmes no combate aos maus-tratos no município de Toledo”, escreve em uma publicação onde mostra o cãozinho ainda vivo, sob cuidados veterinários.
Cão Orelha
Em Florianópolis, Orelha vivia há cerca de 10 anos como cão comunitário do bairro da Praia Brava, no Norte da Ilha. No começo de janeiro, ele desapareceu e foi encontrado no dia seguinte agonizando em um ponto da praia, com ferimentos graves pelo corpo, inclusive na cabeça. Um laudo realizado no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Civil (PCSC) sobre o crime de maus tratos aponta que a causa da morte foi trauma contundente, possivelmente provocado por pauladas. Uma das cuidadoras o levou ao veterinário, mas o cão precisou ser sacrificado, devido à gravidade do estado.
Segundo a associação de moradores da Praia Brava, Orelha a fazia parte do cotidiano e era alimentado e cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade. A morte dele teve repercussão nacional e mobilizou manifestações pedindo por Justiça em Florianópolis. Quatro adolescentes são investigados por atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos a animais.
*Com informações de Band.com.br
Liminar da Justiça suspende lei que veta cotas raciais nas universidades de SC
Estado defende que legislação é constitucional e que tem competência para limitar ou vetar políticas afirmativas
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu nesta terça-feira (27) uma decisão liminar que suspende os efeitos da Lei 19.722/2026, que proíbe universidades do estado de adotarem cotas raciais. A legislação foi assinada pelo governador Jorginho Mello na última quinta-feira (22) e foi alvo de contestações na Justiça.





