Projeto Praia Acessível do Corpo de Bombeiros Militar possibilita mergulhos com conforto e segurança
Um projeto do Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) vem possibilitando que cada vez mais pessoas com deficiência física realizem o desejo de sentir a água do mar nas praias de Santa Catarina. Com o uso de cadeiras anfíbias e o apoio integral de guarda-vidas, o projeto Praia Acessível permite que pessoas com mobilidade reduzida possam aproveitar o banho de mar com conforto e segurança.
Uma dessas pessoas é João Carlos Pinto Neves, de 67 anos. Vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o morador de São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, viajou cerca de 800 quilômetros até Balneário Arroio do Silva, no Litoral Sul catarinense, onde teve a oportunidade de se refrescar no mar com o apoio do projeto do CBMSC.
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O AVC afetou principalmente o lado esquerdo do corpo de João Carlos, que tem a locomoção um pouco comprometida para certas atividades. A esposa Maria de Lourdes conta que, após o acidente, ele não conseguiu mais entrar no mar. “Nós nunca teríamos condições de colocá-lo no mar sozinhos, mas, por meio do projeto, isso se tornou possível. Ele sempre gostou do mar e agora pode aproveitar com a gente. E a atenção que os guarda-vidas dão para a gente é muito legal, eles têm um respeito e um carinho muito grandes”, ressaltou a mulher.

O serviço é supervisionado por guarda-vidas, que acompanham toda a atividade e garantem a proteção dos banhistas durante a experiência. Para utilizar o equipamento, os interessados devem procurar um dos postos de guarda-vidas nos horários de atendimento e solicitar a cadeira.
Onde encontro o projeto Praia Acessível?
Em todo o estado, diversas praias dispõem de cadeiras anfíbias que possibilitam que o público com mobilidade reduzida também aproveite um bom banho de mar. A localização exata dos postos de guarda-vidas que oferecem o equipamento pode ser conferido no aplicativo de celular CBMSC Cidadão, na aba “Praias”.
- Balneário Barra do Sul
- Balneário Piçarras
- Palhoça (Praias do Sonho e da Pinheira)
- Garopaba (Praias Central e do Ouvidor)
- Imbituba (Praia de Itapirubá)
- Lagunas (Praias do Mar Grosso e do Farol)
- Jaguaruna (Balneários Arroio Corrente e Campo Bom)
- Balneário Rincão
- Araranguá (Morro dos Conventos)
- Balneário Arroio do Silva
- Balneário Gaivota

Em Florianópolis, o Praia Acessível ganhou no último dia 29 de janeiro um reforço de 17 cadeiras anfíbias em praias do Norte da Ilha. O projeto foi expandido com o apoio da Associação Florianopolitana de Deficientes (Aflodef), em parceria com a Subsecretaria de Turismo da Prefeitura. Outras praias, também no Leste da Ilha, disponibilizam o equipamento:
- Daniela
- Praia do Forte
- Jurerê
- Canasvieiras
- Joaquina
- Campeche
- Ilha do Campeche
Durante a entrega dos equipamentos na praia de Jurerê, 15 pessoas com deficiência puderam aprender na prática sobre as Cadeiras Anfíbias. “A iniciativa é um avanço de Florianópolis na consolidação de políticas públicas voltadas à acessibilidade, garantindo que pessoas com deficiência possam vivenciar as praias e ambientes naturais com mais autonomia, dignidade e segurança”, explica Topázio Neto, prefeito de Florianópolis.
Além das cadeiras anfíbias, Florianópolis oferece também as cadeiras Juliette, indicadas para o acesso a trilhas e terrenos irregulares. Elas estão disponíveis em pontos estratégicos, como na Lagoa do Peri. O uso dela pode ser solicitado por meio de agendamento diretamente no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), das 7h às 19h, por período e horário previamente definidos. No Costão do Santinho, outras duas cadeiras Juliette estão disponíveis mediante solicitação através do e-mail reservajulietti@pmf.sc.gov.br e retirada no posto de guarda-vidas do Costão.
Entenda como a polícia conseguiu apontar um suspeito de matar o cão Orelha
Contradições, tentativa de esconder roupas e outras provas levaram a Polícia Civil de Santa Catarina a apontar um responsável
A Polícia Civil (PCSC) indiciou nesta terça-feira (3) um adolescente apontado como principal responsável pelas agressões brutais que levaram à morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Os indícios reunidos pela investigação para comprovar a suspeita envolvem contradições no depoimento e a tentativa de um familiar de esconder roupas utilizadas pelo jovem na data do crime.





