A categoria busca pressionar o governo em busca de mudanças
Lideranças de caminhoneiros confirmaram na última terça-feira (17) o início, nesta quinta-feira (19), de uma paralisação nacional em protesto contra a alta recente no preço do óleo diesel. A mobilização, articulada em assembleias regionais, ganha força em diferentes estados e já registra pontos de concentração de motoristas. A principal reivindicação da categoria é a redução do valor do combustível, que acumula aumento de cerca de 18,8% desde o fim de fevereiro. Segundo representantes do setor, a elevação, influenciada pela volatilidade do mercado internacional de petróleo e tensões externas, compromete a viabilidade econômica do transporte rodoviário, especialmente para motoristas autônomos.
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O governo federal acompanha a situação por meio da Casa Civil e do Ministério da Infraestrutura, com preocupação quanto aos possíveis impactos de uma paralisação prolongada. Existe receio de desabastecimento em setores essenciais, como supermercados e postos de combustíveis. Em estados como Santa Catarina e São Paulo, já há registros de concentração de caminhoneiros, indicando a antecipação do movimento.
De acordo com Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a decisão pela paralisação foi consolidada após reunião no Porto de Santos, em São Paulo. A orientação é que os caminhoneiros suspendam as atividades permanecendo em casa ou em pontos de apoio, evitando bloqueios em rodovias para reduzir riscos de sanções legais.
Demandas da categoria
Além da redução no preço do diesel, a categoria apresenta outras demandas, como a revisão da política de preços praticada pela Petrobras, o cumprimento do piso mínimo do frete e maior fiscalização sobre distribuidoras de combustíveis. Os caminhoneiros também cobram medidas mais rígidas para coibir possíveis abusos na margem de lucro ao consumidor final.
Apesar da adesão de entidades como a Abrava e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o movimento ainda não conta com consenso nacional. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou que as mobilizações têm caráter regional e que, institucionalmente, não reconhece a paralisação como uma greve oficial.
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