20 de março de 2026
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Economia

Caminhoneiros desistem de greve e iniciam negociação após Medida Provisória

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Categoria discute medidas após MP determinar o pagamento do piso mínimo na contratação de fretes

Lideranças dos caminhoneiros decidiram não deflagrar uma greve nacional da categoria por conta da alta no preço do litro do diesel. A decisão foi tomada em assembleia da categoria na noite desta quinta-feira (19), em Santos (SP). A decisão ocorre após o Governo Federal adotar medidas para garantir o pagamento do piso mínimo na contratação de fretes.

Uma medida provisória (MP) foi publicada para forçar o cumprimento da tabela mínima. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem sete dias para regulamentar os procedimentos de fiscalização, mas as regras já estão valendo. Caso o valor do frete seja inferior ao piso mínimo estabelecido, o sistema não emitirá o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que impede a carga de sair da origem. O descumprimento pode levar a multas de até R$ 10 milhões e ao cancelamento do registro de transportadoras.

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Representantes dos caminhoneiros vão avaliar a situação e se reunirão no próximo dia 26 de março para determinar se farão ou não uma paralisação em todo o país. “Agora a gente vai trabalhar em conjunto com todas as lideranças, a partir de segunda-feira, reunião em Brasília, para a gente colocar as emendas dentro da MP para proteger a categoria”, afirmou Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores.

A movimentação pela paralisação ganhou força com o aumento do preço do diesel causado pela guerra no Oriente Médio. O combustível sofreu um aumento de mais de 20% nas últimas três semanas. No entanto, além do custo do combustível, os caminhoneiros reclamavam que as empresas desrespeitavam a tabela do frete criada em 2018.

Na quarta-feira (25), as lideranças da categoria vão se reunir com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, para discutir o tema. O governo negocia também com os governadores para que deixem de cobrar o ICMS – imposto estadual – para ajudar a segurar o preço do diesel.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Situação dos preços

Na semana passada, o Governo Federal já havia anunciado medidas para conter a escalada do preço do diesel. Foram zeradas as alíquotas do PIS e a Cofins, o que representa um corte de R$ 0,32 no preço do litro, segundo cálculos do Ministério da Fazenda. Além disso, uma MP autorizou a subvenção econômica para importadores e produtores de diesel. Com isso, o Governo busca arcar com R$ 0,32 por litro, desde que esse desconto seja repassado à cadeia de preços, baixando o custo ao consumidor final.

Na sexta-feira (13), no entanto, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro no valor do óleo diesel vendido às distribuidoras. O preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras subiu para R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B ficou, em média, em R$ 3,10.

Para o ministro Boulos, o aumento no preço do diesel acontece por conta da especulação. “Tem especulação de malandro, distribuidora e posto de gasolina malandro, porque não aumentou [o valor do litro do diesel] até aqui. O aumento que a Petrobras teve de reajustar, compensou ao zerar o Pis e Cofins. Ficou no zero a zero”.

*Com informações de Agência Brasil

           

             

VÍDEO: Homem desaparece próximo às dunas nos Ingleses, em Florianópolis

Venezuelano mora na Capital e foi visto pela última vez em 12 de março

Um homem de 29 anos, identificado como Jonathan Manuel Zambrano Acosta, está desaparecido desde o último dia 12 de março em Florianópolis. A vítima, de origem venezuelana, foi vista pela última vez em imagens de monitoramento (veja abaixo) no bairro Ingleses, no Norte da Ilha. O caso é investigado pela Polícia Civil (PCSC).