21 de junho de 2024
TVBV ONLINE
Paulo Chagas

Campanha solitária: quantos mais estão no pleito eleitoral sem grandes recursos?

Dia desses deparei-me com um candidato a deputado estadual, no meio da semana passada, numa via movimentada de Lages, isso, num final de tarde. Chamou-me atenção o esforço dele pedindo votos aos motoristas e carregando uma folha de papelão com os dizeres “SEM FUNDÃO”. A opção é dele. Disse-me que a campanha está sendo feita com recursos do próprio bolso. Um candidato solitário em busca de uma oportunidade. De certa forma, a gente pode comparar as desigualdades entre candidatos que buscam a reeleição, dos demais que utilizam recursos públicos, e deste, em campanha solitária, sem dinheiro. O nome dele é Jonata Mendes, do PTB. Cito o caso deste candidato, não com o intuito de publicizar, e sim, exemplificar. Assim como ele, muitos outros estão na mesma situação. (Foto: Paulo Chagas)

Bolsonaro confirma “Motociata” em Joinville

Presidente Jair Bolsonaro (PL) em motociata em Chapecó (SC) em 2021 — Foto: Alan Santos

O próprio presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), ocupou neste final de semana espaço nas redes sociais, onde confirmou que estará em Santa Catarina, em Joinville, no próximo sábado (1/10), para encerrar a campanha. Falou em participar de uma “motociata”, e também fortalecer o apoio ao candidato dele no Estado, ao Senado, Jorge Seif (PL). Curiosamente não citou o nome do candidato ao Governo, Jorginho Mello, também do Partido Liberal (PL). Compreensível. Afinal, entre os candidatos que também postulam a governança no Estado, Bolsonaro tem palanque de Esperidião Amin (Progressistas) e de Gean Loureiro (UB), ambos da linha conservadora. Além disso, por certo, não vai dispensar a chance de discursar, e deixar a última mensagem no dia, quando se espera um público gigante, mais uma vez.

O assunto pesquisa

Confusão instaurada na cabeça dos eleitores menos atentos. Nacionalmente, pesquisas apontam tanto Bolsonaro, quanto Lula estourados na frente, e falam em vitória em primeiro turno, de um ou de outro. Se formos dar visão aos movimentos dos dois candidatos, fico com a pesquisa “DataPovo”. Esta não falha. Por outro lado, persiste a desconfiança contra um sistema que tem combatido o candidato conservador. Teoricamente, quem promove as pesquisas favorecendo apenas um lado, tenta induzir ao voto útil, ou qualquer outra alternativa que possa dar vitória ao petista, mesmo sem popularidade. Em Santa Catarina tem pesquisa ao Governo sendo divulgada com dados buscados no mundo das fantasias.

Compartilhamento dos mesmos votos

A campanha ao Governo em Santa Catarina iniciou com a perspectiva sobre o comportamento dos candidatos. O petista Décio Lima, por exemplo, prospectou criar uma forte frente partidária, que acabou não se consolidando. Décio apregoou a premissa de que do lado conservador, com seus vários candidatos, haveria distribuição de votos, e ele teria chance de chegar ao segundo turno. A realidade é outra, embora, ainda persista a tese da dispersão de votos. Jorginho, Moisés, Amin e Loureiro buscam os votos dos mesmos eleitores, divididos apenas pela sigla partidária. Se analisar o contexto das pesquisas, os quatro se tornaram os principais protagonistas deste pleito.