19 de fevereiro de 2026
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Bombeiros

Carnaval em SC contou com a presença de jacaré, tamanduá, abelhas e vespas

Fotos: CBMSC
Apenas entre 13 e 17 de fevereiro, os bombeiros atenderam 86 casos de manejo de animais e insetos

O Carnaval em Santa Catarina foi marcado por mais do que apenas música e folia. A forte onda de calor que atingiu o estado neste período aumentou o número de ocorrências envolvendo insetos e animais em todo o território catarinense. Apenas entre os dias 13 e 17 de fevereiro, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) atendeu 86 casos de manejo de fauna.

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O destaque foi o aparecimento de enxames de vespas e abelhas em áreas urbanas e escolares, que representaram cerca de 83% das ocorrências neste intervalo de tempo. Segundo os bombeiros, houve 46 casos em que foi preciso eliminar as vespas devido ao risco iminente de ataque, enquanto 26 ocorrências foram resolvidas com orientações preventivas à população.

Ainda neste período foram registrados diversos casos envolvendo a captura e o encaminhamento de animais, como um jacaré que foi encontrado dentro de um bueiro em Florianópolis, e um tamanduá que foi resgatado no município de Navegantes, no Litoral Norte. Além disso, houve a captura de dois gambás em Mondaí, no Oeste catarinense, e o manejo de uma cobra em Florianópolis.

Por que vespas e abelhas aparecem com maior frequência no calor?

De acordo com o CBMSC, o aumento nas temperaturas faz com que o metabolismo das vespas e abelhas fique muito mais acelerado. Essa alteração fisiológica leva esses insetos a percorrerem distâncias maiores em busca de alimento, o que aumenta as chances de contato com os humanos.

Outro fator que colabora para o aumento de ocorrências é a ocupação de imóveis de temporada que ficaram fechados por muito tempo. Durante os meses anteriores ao verão, é comum esses insetos utilizarem forros e caixas de ar condicionado como ninhos. Quando o imóvel é reaberto, o locatário se depara com os inquilinos indesejados.

O capitão do CBMSC, Tiago Domingos, explica que os insetos apenas atacam quando se sentem ameaçados. “Eles não são agressivos por natureza, mas os ataques ocorrem quando se sentem ameaçados por barulhos de reformas, movimentos bruscos de limpeza ou pela proximidade excessiva de pessoas e animais em locais onde eles já estão estabelecidos”, explicou.

O que fazer quando se deparar com vespas e/ou abelhas

O CBMSC orienta que, em caso de encontro com vespas ou abelhas, é importante manter a calma e evitar movimentos bruscos e gritos, pois eles podem irritar os insetos. Nesta situação, é preciso se afastar de forma lenta até uma distância segura, se abrigar em um local fechado e acionar os bombeiros através do número 193.

A corporação ainda destaca que não é recomendável pular em piscinas e rios durante um ataque, pois os insetos podem esperar sobre a água por vários minutos. Caso haja um ataque, a vítima deve cobrir o rosto e pescoço com as mãos ou tecidos.

*Sob supervisão de Fernando Bortoluzzi

           

             

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