2 de fevereiro de 2026
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Caso cão Orelha: MPSC aguarda conclusão das investigações para analisar provas

Imagens: TVBV/Reprodução e Redes sociais/Reprodução
Falta de vídeos ou testemunhas presenciais não significa que autoria não será provada, afirma Procuradora-Geral

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) acompanha o andamento da investigação sobre a morte do cão Orelha em Florianópolis. As provas serão avaliadas pelo órgão após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil (PCSC). Em entrevista ao Band Cidade da TVBV nesta segunda-feira (2), a Procuradora-Geral de Justiça Vanessa Cavallazzi afirma que aguarda “diligências muito importantes relativas aos celulares apreendidos”.

“O fato de nós, até aqui, não termos uma testemunha presencial, de nós não termos uma filmagem feita pelo porteiro do momento da agressão, não quer significar que no futuro nós não tenhamos provas da autoria desses fatos”, disse Cavallazzi  ao repórter Gabriel Philippi. O órgão irá reanalisar todas as imagens já obtidas pela PCSC o cumprimento de novos mandados após o encerramento da investigação policial não é descartado.

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“Parece que são mil horas de câmeras de gravações, que nos permitam cruzar inclusive geolocalização com filmagens do cão passando por um local e outro. Enfim, é um conjunto de situações que vão precisar ser alvo de investigação séria, competente, técnica, para que a gente chegue o mais próximo possível da autoria”, acrescenta a Procuradora-Geral.

Veja as últimas atualizações do caso

No último sábado (31), a PCSC afirmou por meio de nota que um dos quatro adolescentes tidos como suspeitos de provocarem a morte de Orelha passou a ser tratado como testemunha no caso, e não mais investigado. “O jovem não aparece nas imagens analisadas pelas equipes de investigação, em que pese tenha sido mencionado inicialmente. Além disso, a família do adolescente apresentou provas de que ele não estava na Praia Brava no período atinente às demais ocorrências em apuração”, disse a corporação.

Os outros três adolescentes seguem sendo investigados por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a cachorro, além de outras condutas envolvendo furtos, depredações e injúria contra moradores e trabalhadores do bairro, no Norte de Florianópolis. A investigação também levou a entender que os adolescentes suspeitos de matarem Orelha não são os mesmos que aparecem nas imagens feitas de um grupo de jovens tentado afogar cão Caramelo no mar – o que ocorreu dois dias após a morte do primeiro cão.

> Entenda o que pode acontecer com os suspeitos de matar o cão Orelha em Florianópolis

Também no sábado, a Polícia Civil informou que descartou a hipótese de que o crime tenha sido motivado por grupos nas redes sociais que promovem desafios violentos para adolescentes em plataformas como Discord. “Informamos que não foram encontrados, por enquanto, indícios no inquérito que confirmem essa informação”, escreve outra nota divulgada pela PCSC.

Imagem: Reprodução/TVBV

Três adultos indiciados

Até o momento, apenas um dos fatos investigados pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) teve o inquérito concluído. Dois pais e o tio de um dos adolescentes suspeitos no caso foram indiciados pelos crimes de coação no curso do processo e ameaça. Segundo a PCSC, os adultos teriam intimidado testemunhas que apontavam os adolescentes como suspeitos, inclusive o porteiro do condomínio onde moram.

O relatório da investigação já está sob análise do MPSC, sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área Criminal. Após a análise dos depoimentos, vídeos e diversos documentos reunidos durante o inquérito, novas diligências poderão ser solicitadas, ou o processo pode ser arquivado ou simplesmente encaminhado ao Judiciário.

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Veja a reportagem do Band Cidade desta segunda-feira

A partir das 19h30.

           

             

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