Procon solicitou a abertura de um inquérito civil para apurar o caso e investigar possíveis falhas no mecanismo de segurança da plataforma
O Procon de Florianópolis enviou uma notícia de fato ao Ministério Público de Santa Catarina solicitando a abertura de um inquérito civil para apurar o caso da jovem atropelada por um motorista de aplicativo na capital catarinense. Segundo o denunciante, é possível que Mia Sophie, de 21 anos, tenha sido vítima de uma falha na segurança do 99, aplicativo para o qual o suspeito prestava serviço. O documento foi enviado nesta terça (2) e já chegou ao MP.
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O órgão municipal pede que as autoridades apure possíveis erros da plataforma quanto à segurança, monitoramento, prevenção de riscos e respostas a incidentes. Também foi solicitada a investigação quanto aos procedimentos adotados pela empresa para prevenção e tratamento de ocorrências, adequação das medidas de fiscalização e responsabilização de motoristas cadastrados, além de averiguação de práticas lesivas aos direitos difusos e coletivos dos consumidores.
O caso aconteceu em Canasvieiras, na região Norte da Ilha, na madrugada de sábado (30), quando a vítima teve uma discussão com o motorista por conta da forma de pagamento e do troco. Após a briga, segundo relato da jovem, o homem acelerou o carro e a atropelou, causando diversos ferimentos. Por meio das redes sociais, Mia disse que foi vítima de tentativa de homicídio.
O Procon enviou uma notificação à empresa e deu um prazo de 48 horas para ela se manifestar sobre o ocorrido e esclarecer todos os fatos envolvendo todos os detalhes, como identificação do motorista envolvido, os registros da corrida, informações sobre geolocalização e trajeto, protocolos de segurança adotados pela empresa, eventuais medidas aplicadas ao condutor e as providências adotadas após a ciência da ocorrência.
Por meio de nota, a 99 diz que lamenta o ocorrido e que está a disposição das autoridades para fornecer as informações necessárias.
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