13 de março de 2026
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Corpo encontrado: mulher e casal são presos após desaparecimento de corretora em Florianópolis

Foto: Redes sociais/Reprodução
Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi morta por vizinhos e teve o corpo esquartejado e descartado a 90 km da Capital, afirma PCSC

Uma mulher de 46 anos e um casal foram presos nesta quinta-feira (12) suspeitos de envolvimento no desaparecimento e morte da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, ocorrido em Florianópolis. A família da vítima confirmou que um corpo encontrado esquartejado a cerca de 90 quilômetros da Capital era de Luciani.

As informações foram confirmadas pela Polícia Civil (PCSC) nesta sexta-feira (13) e apontam ao menos para os crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. A mulher presa, identificada como Ângela Maria Moro, foi detida em flagrante por receptação, após diversos pertences da vítima terem sido encontrados no residencial administrado por ela na Praia do Santinho, onde a vítima morava.

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Durante a investigação do caso, a Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC) identificou que o CPF e meios de pagamento da vítima estavam sendo utilizados para compras, especialmente na internet. Na quarta-feira (11), os agentes identificaram que um adolescente de 14 anos estava fazendo a retirada das mercadorias em diversos locais na região Norte da Ilha, e constataram que ele era vizinho de Luciani no condomínio.

Este adolescente, segundo a PCSC, é irmão de um homem de 27 anos de idade que está foragido da Justiça do Estado de São Paulo. Ele responde por um latrocínio cometido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça. Assim como o adolescente, o suspeito e a companheira, de 30 anos, eram vizinhos de Luciani.

A polícia reuniu ainda evidências de que Ângela Maria Moro estava associada ao casal, beneficiando-se das compras feitas em nome da vítima. Durante buscas, os agentes descobriram uma série de pertences de Luciani, como um notebook e uma televisão – além de mercadorias compradas – escondidos em um apartamento desocupado no residencial, que estava sob a responsabilidade de Ângela. O carro da corretora também estava no local.

A administradora do condomínio foi presa em flagrante e conduzida ao sistema prisional. Em depoimento na delegacia, Ângela negou qualquer envolvimento com o desaparecimento de Luciani, e afirmou que os produtos achados no apartamento desocupado foram colocados lá a pedido de um inquilino. Já o casal conseguiu fugir para o Rio Grande do Sul, mas foi preso pela Polícia Rodoviária Federal na cidade de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre.

Imagem: Redes sociais/Reprodução

Corpo encontrado

Um corpo esquartejado havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, na Grande Florianópolis, a cerca de 90 quilômetros da Capital. Segundo a PCSC, tratava-se apenas do tronco de uma mulher não identificada, localizado em um córrego. Imediatamente, a delegacia de São João Batista repassou o caso à DRAS/DEIC, por identificar possível ligação com o desaparecimento de Luciani.

De acordo com a PCSC, o tronco e outras partes do corpo foram levados pelo casal de autores e o adolescente até uma ponte na área rural e jogados em um rio, divididas em cinco pacotes diferentes. O conjunto de informações reunidas permitiu à investigação apontar que tronco encontrado era o da vítima, e foi identificado por familiares. Os agentes seguem nas buscas pelas outras partes do cadáver.

Entenda o caso do desaparecimento

Luciani Aparecida Estivalet Freitas, natural de Alegrete (RS), atuava como corretora de imóveis no bairro Santinho, região turística no Norte de Florianópolis. Ela estava desaparecida desde o último dia 4 de março, quando teve o último contato com o irmão. O sumiço chamou a atenção da família quando a mulher deixou de retornar tentativas de contato.

Na segunda-feira (9), os familiares procuraram a PCSC, relatando que receberam mensagens pelo contato da vítima, mas desconfiaram de que alguém estaria se passando por ela diante de mensagens de texto contendo diversos erros gramaticais. Em um dos contatos, a corretora dizia estar bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.

Imagem: Reprodução

Na segunda-feira, o irão da vítima foi até o apartamento onde ela morava e encontrou o imóvel com sinais de abandono há muitos dias, com comida estragada e muita louça suja na pia. O carro dela também não estava no local.

A Civil conseguiu identificar até o momento que Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, e o corpo permaneceu no apartamento até a madrugada do dia 7, quando foi retirado. A investigação continua no intuito de colher outros elementos para esclarecer completamente o caso, além do possível envolvimento dos suspeitos em outros crimes.

           

             

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