25 de julho de 2024
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Cotidiano

Cozinha Comunitária entrega mais de 10 mil marmitas por mês em Lages

Cerca de 350 pessoas são atendidas por dia, com público alvo as famílias em situação de vulnerabilidade

Uma oportunidade que permite que todos tenham vez na fila da comida. Assim pode-se descrever um projeto da Diretoria de Segurança Alimentar e Nutricional, da Secretaria Municipal de Assistência Social de Lages, na Serra catarinense, que atende cerca de 350 pessoas por dia que buscam um prato de comida quente e nutritivo.

A Cozinha Comunitária Rolde Romeu Rosar cumpre seu papel de atender a quem não tem alternativa para ter uma fonte de alimento. Localizada na rua Padre Ludovico Kuck, no bairro Guarujá, ela entrega cerca de 10 mil marmitas por mês, entre pessoas que buscam o estabelecimento, famílias em situação de vulnerabilidade social e o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). Ao longo de 2023, foram 120 mil marmitas entregues.

O estabelecimento oferece duas refeições diárias: uma marmita de almoço, composta por um cardápio pensado com a alimentação básica do dia a dia; e uma sopa ao final da tarde. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. O prato de sopa é servido todos os dias.

 

Segundo a secretária de Assistência Social de Lages, Cláudia Bassin, as refeições são preparadas por quatro cozinheiras. “O cardápio é pensado e organizado por uma nutricionista, com valor nutritivo e qualidade. A iniciativa surgiu de uma Organização de Sociedade Civil que servia um sopão todos os sábados e que buscava ampliação do atendimento às pessoas em vulnerabilidade naquela comunidade. Como o recurso só poderia vir via governamental, foi feito todo o processo via secretaria de Assistência Social”, explicou.

Segundo dados da Secretaria de Assistência Social, estão cadastradas 170 famílias e cerca de 120 estão ativas, com procura diária pelas refeições. Cerca de 60 crianças são atendidas.

Para Natan Padilha, servidor público que atua na entrega das marmitas, este é o trabalho mais gratificante que já teve na vida. “Muitas pessoas não imaginam como um prato de comida impacta diretamente na vida das famílias que vivem em situação de insegurança alimentar. Destaco a importância dos serviços da Assistência Social em nosso município, haja vista que muitas famílias que vivem algum tipo de vulnerabilidade têm como seus únicos alimentos a marmita fornecida pela nossa cozinha. A cada marmita entregue, é um sorriso no meu rosto, e no rosto de quem recebe”.

Bianca entende na prática este sentimento. Cliente da cozinha comunitária há mais de um ano, a oportunidade de retirar marmitas todos os dias é um alívio para ela e o esposo, ambos desempregados e com dois filhos de 1 e 5 anos. “A marmita ajuda muito, pois não temos renda e no momento estamos vivendo de bico. A marmita servida pela cozinha é uma das únicas refeições que temos durante o dia. A nossa família é extremamente grata por colocar um prato de comida na nossa mesa”.

Como acessar?

O acesso aos serviços das Cozinhas Comunitárias é universal. Contudo, a Prefeitura ressalta que “o programa e as suas atividades foram idealizadas para o atendimento de indivíduos referenciados nos serviços de assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).” A demanda do serviço aumenta diante da porcentagem da população lageana que está situada em bairros periféricos, com a abrangência dos Cras, que também encaminham usuários para atendimento no serviço.

As famílias que buscam por ajuda passam por uma triagem realizada pela Assistência Social, que também realiza visitas domiciliares e verifica a situação de vulnerabilidade social. Os beneficiários do serviço são cadastrados em um sistema que possibilita obter conhecimento de todas as refeições entregues para a família, visitas domiciliares e encaminhamentos realizados pelo profissional.

A Cozinha Comunitária também atende diariamente pessoas que necessitam do alimento naquele momento, sendo que posteriormente são realizados os encaminhamentos necessários de cadastramento e avaliação do profissional, uma vez que o serviço prioriza a necessidade alimentar da população diante da situação de vulnerabilidade em que se encontram as famílias.

 

Fotos: Toninho Vieira/Arquivo PML