Forças de segurança alegam prática de vandalismo por parte dos ocupantes; torcida rebate
Dois ônibus que transportavam dezenas de membros da Torcida Organizada Gaviões Alvinegros para Joinville, onde assistiriam ao jogo do Figueirense, foi parado pela Guarda Municipal de Itapema na BR-101. A ação da força de segurança, com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, aconteceu no fim da tarde desta quarta-feira (7), por volta das 17h45, quando os oficiais mandaram o veículo parar e ordenaram que todos os ocupantes saíssem.
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Em nota divulgada nas redes sociais, a Guarda Municipal de Itapema informou que interceptou o ônibus após receber denúncias sobre atos de vandalismo praticados pelos ocupantes, incluindo o arremesso de objetos para fora do ônibus. “Diante da situação, a Guarda Municipal realizou a abordagem do veículo em local adequado, visando garantir a segurança da população e a ordem pública”, destacou.
Durante a ação, foram checadas as identidades dos torcedores, momento em que foi constatado que um deles possuía mandado de prisão em aberto. Ele foi detido e encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. O restante do grupo foi reconduzido de volta para Florianópolis, não sendo permitida a continuação da viagem.
“A Prefeitura de Itapema reforça que não compactua com atos de desordem e que as forças de segurança seguem atuando de forma firme e responsável para preservar a tranquilidade no município”, destaca.

Abordagem desproporcional
A Torcida Organizada Gaviões Alvinegros (TOGA) publicou uma nota nas redes sociais repudiando os atos. A organização afirma que voltou a ser alvo de ações arbitrárias e desproporcionais das forças de segurança. Segundo o comunicado, os agentes se utilizaram de armas para intimidar e ordenaram para todos ficassem de joelho na grama, inclusive mulheres e crianças. “Uma demonstração clara de abuso de autoridade e descontrole por parte das forças de segurança”, diz a nota.
A organização chamou a operação de midiática, abusiva e inconstitucional, violando o direito de ir e vir, pois não havia ordem judicial, flagrante delito ou qualquer fundamento legal que justificasse a restrição coletiva imposta à torcida.
Sem provas
A Guarda Municipal de Itapema afirma que recebeu denúncias de vandalismo praticados pela torcida. No entanto, a organizada retruca, dizendo que não foram apresentados elementos que justifiquem a abordagem “abordagem coletiva, violenta e midiática realizada, tampouco qualquer comprovação de conduta ilícita atribuível à torcida enquanto grupo”. A TOGA ainda ressaltou que não está penalizada e não recebeu qualquer tipo de notificação oficial ou restrição formal, podendo ir a qualquer estádio.
Confira a nota completa
Como ocorre praticamente todos os anos, nossa torcida voltou a ser alvo de ações arbitrárias por parte das forças de segurança. Desta vez, em mais um ato midiático, abusivo e manifestamente inconstitucional, a Polícia Militar de Santa Catarina e a Guarda Municipal de Itapema, com responsabilidade direta do Prefeito de Itapema, promoveram uma abordagem completamente desproporcional à nossa caravana.
Estávamos simplesmente seguindo viagem para Joinville. Parados em fila, fomos surpreendidos por uma ação violenta e injustificável: armas longas apontadas, ordens para que todos descessem dos veículos e permanecessem ajoelhados no mato. Homens, mulheres e crianças foram tratados como criminosos, em uma demonstração clara de abuso de autoridade e descontrole por parte das forças de segurança.
Tal conduta configura violação direta ao direito constitucional de ir e vir, garantido pelo artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal. Não havia ordem judicial, flagrante delito ou qualquer fundamento legal que justificasse a restrição coletiva imposta à nossa torcida.
Não é de hoje que a mídia sensacionalista se aproveita dessas situações para divulgar informações falsas e distorcidas. Diante das narrativas divulgadas pelo Jornal Razão, pela NDTV e por órgãos de segurança, questionamos de forma objetiva: quais são as provas dos fatos alegados? Onde estão os registros oficiais, boletins de ocorrência ou qualquer elemento concreto que sustente tais acusações relacionadas à atuação coletiva da torcida? Até o momento, não foram apresentados elementos que justifiquem a abordagem coletiva, violenta e midiática realizada, tampouco qualquer comprovação de conduta ilícita atribuível à torcida enquanto grupo.
Reafirmamos que nossa torcida não está punida, possui pleno direito de ir ao estádio e que o ofício foi devidamente encaminhado aos órgãos competentes. Em nenhum momento recebemos qualquer notificação oficial ou restrição formal.
O que ocorreu foi mais um episódio de criminalização coletiva, sustentado por uma ação com claros contornos midiáticos, protagonizada pela Polícia Militar de Santa Catarina, pela Guarda Municipal de Itapema e chancelada politicamente pelo Prefeito de Itapema.
Ciclone extratropical provoca temporais e causa risco de inundações em parte de SC
Fenômeno não passa pelo estado, mas traz instabilidades para todas as regiões
A formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul provoca mudanças bruscas no tempo em Santa Catarina a partir da tarde desta sexta-feira (9), conforme comunicado da Defesa Civil de Santa Catarina. O fenômeno traz chuvas intensas no estado, que, devido ao alto índice de precipitação, pode provocar alagamentos e enxurradas. Essa condição segue até a noite de sábado (10), quando o ciclone se afasta em direção ao alto mar.





