29 de agosto de 2025
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Política

Eduardo Bolsonaro pede a Hugo Motta para exercer mandato dos EUA

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Deputado diz que vive situação mais grave do que a pandemia

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) informou que encaminhou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no qual solicita autorização e condições para exercer seu mandato a distância, diretamente dos Estados Unidos, onde vive atualmente. 

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Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença já se encerrou e o parlamentar segue acumulando faltas, sob risco de perda do mandato. Ele também é alvo de um pedido de cassação, que já foi enviado pelo presidente da Câmara à Comissão de Ética da Casa.

No ofício, Eduardo reafirma que é vítima de perseguição e destacou sua atuação enquanto membro da Comissão de Relações Exteriores, ressaltando suas conexões com outros países e a importância do que chama de “diplomacia parlamentar”, segundo ele, um dos principais focos de seu mandato.

No último dia 20, a Polícia Federal concluiu pelo indiciamento do deputado e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. No caso de Eduardo, o indiciamento se deu em razão da atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.

Paralelo com a pandemia

Para justificar a possibilidade de trabalhar remotamente de outro país, o parlamentar cita que a Câmara autorizou a participação remota de deputados durante o surto de covid-19 e pede que o mesmo seja aplicado ao seu caso. Ele argumenta que as circunstâncias atuais vividas por ele seriam ainda mais graves do que a pandemia, que vitimou cerca de 700 mil brasileiros.

“O risco de um parlamentar brasileiro ser alvo de perseguição política hoje é incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia. Não se pode admitir que o que foi assegurado em tempos de crise sanitária deixe de sê-lo em um momento de crise institucional ainda mais profunda”, acredita.

Eduardo repete as críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que, segundo o parlamentar, instaurou um cenário em que “deputados federais exercem seus mandatos sob o terror e a chantagem”.

“Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular”, afirmou no texto.

           

             

Figueirense visita o Ypiranga para jogo decisivo com jogadores mais “leves”

Equipe irá jogar pela primeira vez sob o comando de Élio Sizenando sem risco de rebaixamento

A equipe do Figueirense está a caminho de Erechim para o jogo válido pela última rodada da série C do Campeonato Brasileiro. A partida contra o Ypiranga acontece às 17h de sábado (30), no Estádio Colosso da Lagoa. Se o time vencer, a depender de outros quatro resultados, pode se classificar para a próxima fase, valendo o acesso para a série B. Diferente das outras duas partidas que a equipe teve sob o comando do técnico Élio Sizenando, não há mais risco de rebaixamento para a quarta divisão nacional. Esse, segundo o treinador, é um fator que traz mais leveza para o time.

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