3 de agosto de 2026
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Clima / Tempo

El Niño pode atingir intensidade muito forte e elevar risco de desastres no Brasil

Imagem: Inmet/Painel El Niño.

Especialistas alertam para maior risco de enchentes, secas prolongadas, ondas de calor e queimadas em diferentes regiões do país

O Brasil deve enfrentar um aumento significativo no risco de eventos climáticos extremos nos próximos meses com a intensificação do fenômeno El Niño. A previsão consta no Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado por um grupo de órgãos federais, que aponta elevada probabilidade de o fenômeno atingir a categoria de “muito forte” entre a primavera e o início do verão.

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De acordo com o documento, existe 100% de chance de o El Niño permanecer ativo pelo menos até o início de 2027. Caso o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial ultrapasse 2°C, o episódio será classificado como muito forte, cenário que costuma ampliar a ocorrência de enchentes, estiagens prolongadas, ondas de calor, queimadas e temporais em diferentes regiões do país.

Embora tenha origem no Oceano Pacífico, a milhares de quilômetros do território brasileiro, o fenômeno influencia a circulação atmosférica em escala global. As alterações nos ventos e no transporte de umidade modificam a distribuição das chuvas e das temperaturas, provocando impactos sobre os recursos hídricos, a produção agrícola e elevando o risco de desastres naturais. Os especialistas destacam, entretanto, que o El Niño não atua de forma isolada. Os efeitos observados em cada episódio dependem da interação com outros sistemas meteorológicos, que podem potencializar ou reduzir os impactos previstos em cada região do Brasil.

O boletim foi elaborado de forma integrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O objetivo é subsidiar ações de monitoramento e planejamento diante da perspectiva de agravamento das condições climáticas no país ao longo do segundo semestre de 2026.

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