Texto foi sancionado na última quinta-feira (22) e gerou grande discussão
A lei que proíbe cotas raciais em Santa Catarina foi levada ao Supremo Tribunal Federal e agora é pauta na justiça. Um grupo de entidades, formado pelo Partido Socialismo e Liberdade, União Nacional dos Estudantes e Educafro, entrou com uma ação alegando inconstitucionalidade da medida. O texto agora será apreciado pelo Supremo, que irá definir se a norma poderá seguir em vigor. O questionamento ocorreu na última quinta-feira (22), mesmo dia em que a lei foi sancionada pelo governador Jorginho Mello.
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A proibição das cotas nas universidades públicas estaduais de Santa Catarina está prevista na lei 753/2025, que restringe o sistema de cotas a pessoas com deficiência, estudantes de escolas públicas e critérios de renda. Além disso, estabelece uma multa de R$ 100 mil para as instituições que desobedecerem. A aprovação na Alesc contou com sete votos contrários e gerou debate entre os deputados. O autor da proposta, deputado Alex Brasil (PL), acredita que “a oportunidade é para quem realmente precisa! Se você é negro e tem alta renda, a vaga é do branco de baixa renda que não tem condições de pagar os estudos. O discurso raso de racismo é rechaçado. Priorizamos o mérito e a necessidade financeira, não a cor da pele”, disse.
Já Fabiano da Luz, do PT, afirma que o texto é inconstitucional. “Eu queria não precisar defender as cotas, mas a realidade é indiscutível: não começamos do mesmo lugar e não temos as mesmas oportunidades. Negar isso é ignorar a história, os dados e a desigualdade que ainda estrutura a nossa sociedade. Defender as cotas raciais é defender justiça social, igualdade real e um futuro menos excludente”, escreve o deputado em uma publicação nas redes sociais.
Essa foi a linha defendida na ação enviada ao STF, ao dizer que tratados internacionais e o próprio STF já consideraram as cotas constitucionais anteriormente e que a medida ignora as desigualdades históricas. Segundo dados do IBGE, 21,7% da população branca catarinense possui ensino superior completo. Entre pretos e pardos, esse número é de 10,6%.
Márcio Zanardi chega para comandar um Figueirense “machucado”
Novo treinador foi apresentado nesta segunda-feira com a missão de livrar o time do rebaixamento no Campeonato Catarinense
O Figueirense apresentou, nesta segunda-feira (26), o treinador Márcio Zanardi, que chega para assumir o clube em uma situação delicada, lutando para não cair para a segunda divisão do campeonato estadual. O novo comandante foi anunciado na noite de domingo (25), logo após o empate por 1×1 contra o Camboriú, e foi apresentado menos de 24 horas depois. Ele já treina a equipe visando o próximo jogo, ainda sem data definida, contra o Carlos Renaux, na Arena Simon, pela primeira rodada do quadrangular da morte.





