17 de março de 2026
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Exclusivo: ‘Tarzan do crime’, sequestrador de criança é preso

Foto: Polícia Civil do Paraná (PCPR)
Ele foi responsável pelo sequestro e estupro de menina de 13 anos em 2019; desde então estava foragido

O homem conhecido como “Tarzan do crime”, identificado sendo Plácido Cardoso, de 58 anos, foi preso pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta segunda-feira (16). Ele estava foragido desde 2019, quando foi flagrado mantendo uma menina de 13 anos em cárcere privado em uma região de mata no Parque Florestal da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ele foi capturado pela da equipe da PCPR do Alto Maracanã, em Colombo, região metropolitana de Curitiba.

Os investigadores paranaenses receberam informações da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) sobre indícios da movimentação do foragido na região. Após aproximadamente uma semana de buscas intensas, a equipe da PCPR conseguiu identificar o local onde o suspeito estava residindo. Ele estava usando o nome falso de “Jorge”, e após a prisão ficou à disposição da Justiça.

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Plácido também é suspeito de manter a própria filha, à época com 14 anos, em situação de cárcere privado. Agora ele responde também por sequestro, cárcere privado, estupro de vulnerável e porte ilegal de arma de fogo.

O crime

O “Tarzan do crime” era vizinho da família da menina de 13 anos e usou a própria filha para se aproximar da vítima. O acusado, que já respondia por furto e por violência doméstica, raptou a jovem e a levou para uma área de mata, onde manteve relações sexuais com ela e chegou a cortar o cabelo da vítima para ser confundida com um menino. A família registrou o desaparecimento da garota, que foi mantida por quase 70 dias na mata.

Várias operações foram realizadas para localizar o suspeito e a menor. A situação começou a ser esclarecida depois que a garota conseguiu ter acesso ao celular de Plácido em um dia em que estavam pescando em um rio. Ela enviou a localização para uma parente, que repassou para o SOS Desaparecidos.

Um dos envolvidos nas buscas era o cabo Ribeiro, que trabalhava no órgão. Ele recebeu a localização e chegou a fazer contato com o acusado por telefone. Nessa ocasião, o criminoso firmou que tinha vasto conhecimento da mata e chegou a ameaçar os policias de morte caso alguém fosse atrás dele.

Uma operação de resgate foi montada pelas Polícias Militar e Civil. Como a localização repassada pela menina era próxima a um rio, os agentes se espalharam pela região, até que um dos grupos encontrou Plácido e a criança. Quando ele percebeu a presença dos policiais, se embrenhou no mato, deixando para trás um revólver calibre 32 carregado. A vítima foi socorrida, levada para atendimento médico e em seguida ao Conselho Tutelar de Palhoça.

Os policiais acreditam que o crime foi premeditado, pois o “Tarzan” preparou um acampamento com poço e diversas estruturas para manter a menina. Depois que a vítima foi resgatada, diversas ações foram realizadas para localizar Plácido que, literalmente, desapareceu. Existe a suspeita de que ele teria recebido a ajuda de familiares para deixar a localidade.

           

             

Polícia aponta semelhanças entre morte de corretora e corpo esquartejado em mala

Ambos os casos ocorreram na praia do Santinho, no Norte de Florianópolis

A Polícia Civil (PCSC) afirmou que está investigando uma possível relação entre o assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada no começo de março em Florianópolis, com o corpo esquartejando não identificado encontrado dentro de uma mala no fim de dezembro de 2025. Os dois casos ocorreram na Praia do Santinho, no Norte da Ilha.