12 de fevereiro de 2026
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Policial

Facção criminosa é alvo de 2 operações simultâneas no Oeste de Santa Catarina

Foto: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)
Organização já teve mais de 200 integrantes presos em ações do GAECO no estado

Duas operações simultâneas deflagradas nesta quinta-feira (12) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) tiveram como alvo uma organização criminosa envolvida em crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios e roubos. Segundo o Ministério Público (MPSC), o grupo tem forte influência em Chapecó, Xanxerê e outras cidades do Oeste de Santa Catarina.

A primeira ação é um novo desdobramento da Operação Sodalitas Finis, que já resultou na prisão de 216 pessoas ao longo das cinco fases anteriores. Esta etapa, chamada “Casa de Pedra”, cumpriu sete novos mandados de busca e apreensão em Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Blumenau e Cascavel (PR). Uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.

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Na última fase, a operação mobilizou mais de 300 agentes para o cumprimento de 43 mandados de prisão preventiva e 51 de busca e apreensão. A ação teve início em agosto de 2023 e resultou também na preensão de diversas armas de fogo, munições, mais de R$ 600 mil em dinheiro, além de uma grande quantidade de drogas. O nome “Sodalitas Finis”, que significa “o fim do grupo”, faz referência ao objetivo principal: desarticular a estrutura criminosa que atua em cidades do Oeste catarinense.

Advogada estão entre os alvos

No âmbito da investigação sobre o mesmo grupo criminoso, o GAECO deflagrou a Operação Bow Tie, que tem como alvo uma advogada que atende investigados integrantes da organização. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços de Xanxerê.

A operação foi deflagrada com base em elementos colhidos ao longo da 5ª fase da Operação Sodalitas Finis, que revelaram que a advogada investigada estaria utilizando suas prerrogativas profissionais para realizar a chamada “sintonia” entre presos. O termo se refere à ação de levar e trazer informações entre pessoas encarceradas e em liberdade. Segundo o MPSC, essa comunicação coloca a sociedade em risco e promove a expansão de organizações criminosas.

A operação recebe o nome de Bow Tie em referência à gravata borboleta. De acordo com o MPSC, no jargão carcerário, “gravata” é o termo utilizado pelos presos para se referirem a advogados e advogadas, em referência à profissional alvo da investigação.

           

             

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