Representantes dos transportes em Santa Catarina já decidiram pela adesão à greve em meio à alta no preço do diesel
A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) afirmou nesta quarta-feira (18) que acompanha com atenção a mobilização dos caminhoneiros para a possibilidade de greve do setor. A entidade afirma que o transporte rodoviário é fundamental para a regularidade da atividade econômica, mas pediu diálogo e uma saída alternativa a uma paralisação, que poderia gerar impactos relevantes na população.
A FCDL/SC reúne 209 Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e representa empresários dos setores de comércio, indústria e serviços. Segundo ela, uma paralisação nacional poderia acarretar no atraso na reposição de mercadorias, aumento de custos logísticos e desabastecimento pontual de produtos, afetando diretamente empresas e consumidores.
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“A FCDL/SC reconhece a importância das demandas dos caminhoneiros, especialmente em relação aos custos operacionais e às condições de trabalho, que são legítimas. No entanto, reforça a importância do diálogo e da construção de soluções que evitem prejuízos à economia, especialmente aos setores produtivos, que dependem diretamente da regularidade no fluxo de mercadorias”, escreve a nota divulgada nesta quarta-feira.
A Federação acrescenta que segue monitorando a evolução do cenário de greve em Santa Catarina, “sempre defendendo o equilíbrio entre o direito à manifestação e a preservação da atividade econômica”.
Greve dos caminhoneiros
A decisão da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) de apoiar ou não uma greve nacional da categoria aguarda uma reunião coletiva entre caminhoneiros autônomos de todo o país nesta quarta-feira, em Santos (SP). O movimento ocorre em protesto à baixa eficácia de medidas do Governo Federal para conter a alta no preço do diesel, em meio à guerra no Oriente Médio.
O preço do diesel no Brasil subiu 18,86% desde o fim de fevereiro, resultado de instabilidade no mercado global de petróleo. Esse movimento reflete o salto de 42,7% no valor do Brent, referência internacional para o petróleo, de US$ 72,48 para US$ 103,42, no período. Além do barateamento do combustível, a categoria pede revisão da política de preços praticada pela Petrobras, o cumprimento do piso mínimo do frete e maior fiscalização sobre distribuidoras de combustíveis.
Apesar da falta de consenso no cenário nacional, caminhoneiros de estados como Santa Catarina e São Paulo já decidiram aderir à paralisação, que deve iniciar nesta quinta-feira (19).

Situação dos preços
O Governo Federal anunciou na última quinta-feira (12) medidas para conter a escalada do preço do diesel. Foram zeradas as alíquotas do PIS e a Cofins, o que representa um corte de R$ 0,32 no preço do litro, segundo cálculos do Ministério da Fazenda. Além disso, uma Medida Provisória autorizou a subvenção econômica para importadores e produtores de diesel. Com isso, o governo busca arcar com R$ 0,32 por litro, desde que esse desconto seja repassado à cadeia de preços, baixando o custo ao consumidor final.
Na sexta-feira (13), no entanto, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro no valor do óleo diesel vendido às distribuidoras. O preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras subiu para R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B ficou, em média, em R$ 3,10.
Segundo a estatal, apesar das medidas para segurar os preços, eles seguem sob pressão do aumento do valor do petróleo no mercado internacional. Em nota, a Petrobras ressaltou ainda que “o último ajuste havia sido uma redução, em maio de 2025 (há 311 dias). No acumulado desde dezembro de 2022, os preços ainda registram uma queda real de 29,6% (considerando a inflação)”.
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