21 de junho de 2024
TVBV ONLINE
Saúde

Florianópolis: Hospital Celso Ramos adquire novo equipamento para cirurgias cerebrais e de coluna

Tecnologia de ponta custou R$ 8 milhões com a promessa de garantir cirurgias mais seguras

Referência em neurologia, o Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, conta agora com um novo neuronavegador. O equipamento de última geração, utilizado na realização de cirurgias cerebrais e de coluna, foi adquirido com recursos do Estado pelo valor de R$ 8 milhões.

O hospital já possuía um neuronavegador dedicado à realização de cirurgias no cérebro. Agora, com este equipamento mais moderno, será possível a utilização também em cirurgias de coluna, promovendo mais segurança ao paciente.

“Investir em tecnologia e equipamentos de ponta é priorizar o tratamento com qualidade e agilidade aos pacientes do SUS. A importância desse equipamento adquirido pela Secretaria de Estado da Saúde é gigante. É um recurso significativo para que os profissionais realizem cirurgias neurológicas e de coluna em menor tempo e maior precisão”, destaca a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.

Usado ao longo de todo o procedimento, ele mapeia o cérebro do paciente, ajudando a localizar as áreas que precisam ser operadas. “Ele é excepcional, funciona como um GPS da cabeça; durante a cirurgia, tenho um guia para minha mão”, explica o neurocirurgião Athos Tiradentes.

A primeira cirurgia com o novo aparelho foi realizada nesta quarta-feira, 26. O paciente possuía um tumor no cérebro. O neuronavegador é composto por câmera infravermelha, que capta os sinais de pequenos sensores utilizados durante os procedimentos – essa captação permite localizar o ponto do cérebro em que a cirurgia precisa ser realizada.

“Isso se traduz basicamente em melhores resultados, em cirurgias menos agressivas, respeitando todo o tecido cerebral em volta da lesão de uma maneira bem precisa, melhorando o resultado das cirurgias”, complementa Athos.

No caso das intervenções de coluna, a tecnologia permite uma redução no tempo da cirurgia, isso porque é possível identificar a lesão previamente de forma menos invasiva.

Foto: Jonatã Rocha/SECOM