3 de abril de 2026
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Fracasso italiano expõe atraso na renovação de talentos diante de Europa mais diversa

Foto: Reprodução/FIFA
Enquanto outras potências europeias formam times inteiros com filhos de imigrantes, a Itália segue com europeus de origem e acumula insucessos

A seleção italiana de futebol perdeu para a Bósnia e foi desclassificada na repescagem das Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo de 2026. Essa será a terceira edição consecutiva do mundial sem participação da tetracampeã. O fracasso vai além: desde que foi campeã pela última vez, em 2006, não conseguiu passar da fase de grupos em 2010 e 2014. Na contramão, outras seleções europeias vêm se fortalecendo ao longo do tempo. Um dos fatores para isso é a utilização de descendentes de imigrantes, sobretudo sul-americanos e africanos, o que não acontece na Itália. Claro que o insucesso não se deve apenas a isso, mas existe, sim, uma relação.

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A Europa está passando por um processo de envelhecimento, o que faz parte do desenvolvimento demográfico. Enquanto a média brasileira é de 33 anos, a de países como França, Bélgica e Itália é de, aproximadamente, 40. Para o futebol, isso representa uma queda na oportunidade de encontrar novos talentos promissores. Para superar isso, algumas federações estão apostando nos filhos de imigrantes para montar equipes competitivas com talento, velocidade e força física.

Um dos exemplos de sucesso disso é a seleção francesa. O principal destaque da equipe e um dos fenômenos do futebol mundial é filho de imigrantes: Kylian Mbappé, maior artilheiro da história da seleção aos 26 anos e craque do Real Madrid, é filho de camaronês com argelina. Ele não é uma exceção. A equipe titular inteira que atuou contra o Brasil é descendente de imigrantes, o que mostra a nova cultura adotada pela seleção francesa. Em outras equipes, isso também ocorre, como na Holanda, onde os principais destaques são filhos de pais especialmente nascidos em Suriname. Até Lamine Yamal, destaque da Espanha e do Barcelona, é filho de marroquinos e guineenses. Claro que esses lugares continuam produzindo atletas de ponta, e alguns até formam boas seleções exclusivamente com europeus de origem, mas são apenas gerações.

Na Itália, isso não acontece com tanta força. Na equipe que foi eliminada pela Bósnia, poucos atletas eram de origem estrangeira, como Moise Kean, filho de marfinenses, e Retegui, nascido na Argentina. O reflexo disso foi a manutenção de atletas identificados com a cultura patriótica italiana, que cantam o hino nacional com fervor, mas sem talentos individuais suficientes para colocar a seleção de volta na Copa, mesmo com a ampliação de 50% no número de participantes.

           

             

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