Denúncia apontou que mais de 400 animais foram submetidos ao procedimento para “liberar espaço”
A denúncia sobre eutanásias irregulares no Centro de Bem-Estar Animal de Joinville ganhou mais um episódio nesta semana. A gerente da instituição participou de uma audiência pública da Comissão de Urbanismo da Câmara Municipal de Vereadores e negou as acusações. Segundo ela, as denunciantes não falam a verdade ao acusar o CBEA de submeter animais ao procedimento para liberar vagas de internação.
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A denúncia
A polêmica teve início em janeiro deste ano, quando uma veterinária e uma estagiária que trabalharam no Centro denunciaram a prática de eutanásia de “forma indiscriminada e por conveniência”. Segundo ela, 413 animais teriam sido submetidos ao procedimento, mesmo com chances de serem salvos com a adoção de outras medidas, com o intuito de “liberar espaço”. Diante das informações, foi iniciada uma investigação para adotar a suposta prática irregular.
A prefeitura de Joinville negou as acusações. Em resposta ao Portal TVBV Online, o órgão afirmou que a decisão por uma eutanásia só é tomada em casos extremos, onde o animal não tem mais chances de sobrevivência com outros procedimentos. Já sobre a lotação do espaço, a instituição confirmou que há uma superlotação e, para combater isso, realiza feiras de adoção.
Ministério Público em cima
O Ministério Público de Santa Catarina, assim que foi notificado do caso, pediu à prefeitura uma lista de todos os animais que passaram por eutanásia desde outubro de 2023. O documento foi enviado, mas o MP considerou que não havia informações suficientes e solicitou um novo relatório para dar continuidade à apuração.
Falta de transparência
Na última segunda-feira (23), uma audiência pública da Comissão de Urbanismo da Câmara Municipal de Vereadores abordou o tema e a sessão contou com a presença de Elisabet de Sousa Mendes, gerente do CBEA. A presidente da comissão, vereadora Liliane da Frada (Podemos), destacou que possui um grande vínculo com o Centro, mas levantou também a falta de transparência. “Nós [os protetores de animais] que lutamos para que existisse o centro. As portas do CBEA estão abertas para nós, só o que eu acho que falta é transparência, já falei isso pra Elisabet”, disse. A vereadora também ressaltou que, se irregularidades forem encontradas, vai cobrar punição aos culpados.
Em resposta, Elisabet reafirmou que a eutanásia é a última alternativa adotada pela equipe de veterinários. Ela só é recomendada quando o animal está em sofrimento ou oferece perigo, como foi o caso do cão Daniel, um dos episódios mais conhecidos dentro dessa polêmica, que chegou ao CBEA após morder uma mulher, em 2023. Segundo a gerente, o vira-lata caramelo passou por inúmeras tentativas de diminuir a agressividade, em um tratamento que durou 1.338 dias, ou seja, quase 4 anos. Além disso, o cão estava em sofrimento, batendo a cabeça nas paredes da baia, e tomava ansiolíticos. “Nós esgotamos todas as possibilidades com o Daniel”, contou Elisabet, “permitir que ele continuasse nessa condição era prolongar o sofrimento dele”.
Protetoras dos animais questionam
Ativistas da causa animal, no entanto, questionam a necessidade da eutanásia em alguns casos. De acordo com uma das representantes, ao menos 50 relatórios de cães eutasianados mostraram melhoras nos quadros dos animais antes de serem submetidos ao procedimento, demostrando que a medida não foi tomada como última instância.
Elisabet respondeu que todos têm prontuários registrados e que os procedimentos foram resultado de decisões médicas. Disse ainda que o MPSC, que disponibilizou os prontuários na internet, terá todas as respostas solicitadas.A gerente também respondeu que o CBEA não adota “critérios financeiros” para decidir pelos tratamentos dos animais e que, se irregularidades forem comprovadas, os culpados serão responsabilizados pelos órgãos competentes. As investigações seguem em andamento.
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