20 de maio de 2024
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Saúde

Governo do Estado alerta para caso de raiva em SC; entenda

A Dive reforça que em caso de acidente, o animal deve ficar em observação por 10 dias, isolado de outros animais e com água e comida disponíveis

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) confirmou, em maio de 2019, um óbito de uma paciente de 58 anos, residente no município de Gravatal, por conta da raiva. Ela foi mordida por um gato infectado. O caso foi confirmado após 38 anos sem registro da doença no estado.

A Dive destaca que o estado é área controlada para raiva no ciclo urbano e que o vírus da doença é transmitido pela saliva de animais infectados, geralmente através de mordidas e arranhões.

A transmissão da raiva acontece após o contato com a pele lesionada, quando o vírus entra no corpo e chega ao cérebro, causando inchaço ou inflamação. A raiva é uma doença altamente letal. Em caso de incidentes com animais, como mordidas, é fundamental lavar o ferimento com água e sabão

Veja o histórico de casos de raiva em animais domésticos registrados em SC :

2006

  • Xanxerê (um cão e um gato);
  • Itajaí (um cão);
    Variante 3 – morcegos hematófagos.

2016

  • Jaborá (um cão);
    Variante 3 – morcegos hematófagos.

2023

  • Orleans (um gato);
    Variante 4 morcegos insetívoros.

A Dive reforça que o estado de Santa Catarina é área controlada para raiva no ciclo urbano. Entretanto existem outros ciclos, como o aéreo (envolvendo morcegos), silvestre e rural, onde pode ocorrer o contato de animais domésticos e pessoas com o vírus.

“Santa Catarina não apresenta circulação de vírus rábico em cães e gatos, ou seja a “variante canina”, e por isso não realiza campanha pública de vacinação canina há mais de 20 anos. Os dados epidemiológicos mostram por meio de amostras laboratoriais um declínio da incidência da doença em cães no estado”, afirma Alexandra Schlickmann Pereira, médica veterinária da DIVE/SC.

Prevenção

Com os animais:

  • Manter seu animal em observação quando ele agredir uma pessoa;
  • Vacinar anualmente seus animais contra a raiva;
  • Não deixar o animal solto na rua e usar coleira/guia no cão ao sair;
  • Notificar a existência de animais errantes nas vizinhanças de seu domicílio;
  • Informar o comportamento anormal de animais, sejam eles agressores ou não;
  • Informar a existência de morcegos de qualquer espécie em horários e locais não habituais (voando baixo, durante o dia, caídos).

Evite:

  • Tocar em animais estranhos, feridos e doentes;
  • Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo;
  • Separar animais que estejam brigando;
  • Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto);
  • Criar animais silvestres ou tirá-los de seu habitat;
  • O contato com saliva de animais doentes, através de mordeduras, arranhões ou lambeduras;
  • Procurar um serviço de saúde diante de um acidente envolvendo cães, gatos, morcegos, animais de produção ou silvestres.

Foto: Freepik/Reprodução

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