9 de abril de 2026
TVBV ONLINE
Segurança

Governo sanciona 3 leis para fortalecer o combate à violência contra mulheres

Foto: Arquivo/ Agência Brasil
Medidas incluem monitoração eletrônica de agressores e tipificação do vicaricídio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Um deles prevê o uso de tornozeleira eletrônica por agressores em casos de violência doméstica.

O segundo projeto tipifica o crime de vicaricídio, que é o assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. Já o terceiro projeto sancionado cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.

> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão

“Toda lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou Lula ao defender, também, leis que levem o tema para o campo da educação, focada nos jovens, de forma a favorecer uma melhor formação comportamental.

Conheça os projetos aprovados

Monitoramento eletrônico de agressores

O PL 2.942/2024 altera a Lei Maria da Penha para determinar a monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva autônoma em casos de violência doméstica. Atualmente, a Lei autoriza o monitoramento apenas como opção. Além disso, a vítima poderá usar um dispositivo de segurança alertando sobre a aproximação do agressor. Segundo o Palácio do Planalto, os objetivos da nova lei são:

  • Aumento da capacidade de controle do cumprimento das medidas protetivas,
  • Redução do tempo de resposta em situações de risco
  • Possibilidade de atuação preventiva com base em geolocalização.

Tipificação do crime de vicaricídio

O PL 3.880/2024 inclui a violência vicária entre as formas de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha. Essa modalidade de violência é caracterizada pela prática de atos contra terceiros, especialmente filhos, dependentes ou pessoas próximas, com o objetivo de atingir psicologicamente a mulher.

A proposta também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, estabelecendo pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra

  • Descendente,
  • Ascendente,
  • Dependente,
  • Enteado ou
  • Pessoa sob guarda ou responsabilidade da mulher,

A pena pode ser ampliada caso o crime seja praticado na presença da mulher, contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência, ou ainda em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Combate à Violência contra Mulheres Indígenas

O PL 1.020/2023 institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas. A data será celebrada anualmente no dia 5 de setembro. “Embora tenha caráter simbólico, a iniciativa cumpre papel estratégico ao dar visibilidade a uma realidade ainda pouco considerada nas políticas públicas e ao evidenciar a necessidade de abordagens específicas”, informou o Palácio do Planalto.

           

             

Falta de estrelas nas fotos da Artemis II gera dúvidas entre o público

Explicação simples revela por que a Nasa não consegue captar estrelas em grande parte das fotografias da Lua

A ausência de estrelas em fotos feitas pelos astronautas da missão Artemis II na órbita da Lua gerou dúvidas entre o público a respeito das imagens divulgadas pela NASA entre esta terça (7) e quarta-feira (8). De fato, grande parte das imagens não apresentam pontos brilhantes ao redor do satélite natural, mas este fenômeno tem uma explicação muito simples.