2 de fevereiro de 2026
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Saúde

Gravidez na adolescência é tema de discussão entre pediatra e ginecologista

Foto: UNICEF Brasil/Ueslei Marcelino
Live trará meios de prevenção ao debate público durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência

O Brasil registra números expressivos de casos de gravidez na adolescência. Em 2023, foram mais de 289 mil partos em adolescentes de 15 a 19 anos e quase 14 mil em meninas de 10 a 14 anos, faixa etária em que toda relação sexual é caracterizada como estupro de vulnerável. Apesar da redução gradual na última década, os índices seguem elevados, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social.

É com o intuito de ampliar o debate público sobre os impactos sanitários, sociais e legais da gestação precoce que a Sociedade Catarinense de Pediatria (SCP) e a Sociedade Catarinense de Ginecologia e Obstetrícia (SOGISC) realizam nesta terça-feira (3) uma transmissão ao vivo. Nela, serão discutidos meios de prevenir a gravidez na adolescência, um dos principais desafios atuais da saúde pública brasileira.

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A iniciativa integra a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. A live será às 20h, nas páginas as Sociedades no Instagram, com a participação da pediatra e diretora da SCP, Dra. Tatiana Lemos; a pediatra e psicóloga Dra. Catarina Costa Marques; e a ginecologista e obstetra Dra. Cristiane Pereira dos Santos, representante da SOGISC.

Por que há ainda tantos casos?

A gravidez precoce é considerado um fenômeno multifatorial, associado à desigualdade social, evasão escolar, dificuldade de acesso à informação e aos serviços de saúde, sexualização precoce, violência sexual e casamento infantil. Do ponto de vista sanitário, está relacionada a maiores riscos de anemia grave, complicações obstétricas, parto prematuro, baixo peso ao nascer e aumento da mortalidade materna e infantil, além de impactos significativos na saúde mental das adolescentes.

Uma gestação na adolescência impacta diretamente a saúde física e mental, tanto da mãe quanto da criança, além de gerar consequências sociais profundas e duradouras. Para a SCP, trazer esse tema à pauta é mais do que oportuno: é uma responsabilidade institucional e ética. “O pediatra ocupa posição estratégica no cuidado longitudinal, no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, na escuta qualificada de crianças, adolescentes e famílias e na identificação precoce de situações de vulnerabilidade que podem culminar em gestações não intencionais”, destaca a presidente da SCP, Rose Marcelino.

As consequências extrapolam o campo da saúde e afetam diretamente a trajetória educacional, a inserção no mercado de trabalho e a perpetuação de ciclos de pobreza e exclusão social. Por isso, o enfrentamento do problema exige políticas públicas integradas, com atuação conjunta das áreas da saúde, educação, assistência social e proteção à infância e adolescência.

Nesse cenário, a Atenção Primária à Saúde e o pediatra ocupam papel estratégico na prevenção, por meio do acompanhamento contínuo, da escuta qualificada, da identificação precoce de situações de risco e da educação em saúde. Informação, acesso a métodos contraceptivos, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, enfrentamento da violência sexual e garantia de direitos são pilares fundamentais para a redução da gravidez na adolescência.

           

             

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