Testemunhas afirmam que vítima era alvo de extorsões por imagens íntimas; autor alegou ter sofrido abuso
Foi identificado como Jair de Bem Figueiredo, de 47 anos, a vítima encontrada com o corpo carbonizado dentro de um carro incendiado na localidade da Pedra do Frade, ponto turístico no município de Laguna, no Litoral Sul de Santa Catarina. Três suspeitos, de 19, 20 e 24 anos, foram identificados e presos em flagrante ainda nesta segunda-feira (23) após confessarem o crime.
O assassinato teria sido motivado por vingança por abusos sexuais sofridos pelo autor 19 anos, afirmou o jovem ao Departamento de Investigação Criminal da Polícia Civil (PCSC) em Laguna. Os outros dois suspeitos foram identificados como cúmplices do rapaz ao longo das investigações durante o dia. Eles devem responder por homicídio qualificado, por emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, e ocultação de cadáver.
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Entenda o caso
O Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) foi acionado por volta das 7h30 para a Praia do Gi, onde um Chevrolet Tracker foi encontrado totalmente incendiado, com o corpo no banco de trás. O caso passou a ser investigado pelo DIC de Laguna. Segundo o delegado Rubem Teston, o veículo pertencia à mãe de Jair Figueiredo, mas era utilizado pelo filho.
“Nós fomos até a residência dele e, de pronto, nós vimos que o portão da casa, localizada no bairro Mar Grosso em Laguna, estava escancarado, aberto, a residência também estava com a porta principal aberta, e havia sinais de luta, de agressão, com intenso sangramento no chão”, afirmou Teston. A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local.
Durante as investigações, os policiais fizeram contato com familiares da vítima e testemunhas, que informaram que Jair vinha sendo alvo de extorsões. “Por conta de a vítima ter um envolvimento homoafetivo com algumas pessoas, e que estariam de posse, talvez, de alguma imagem envolvendo a intimidade dessa vítima, e tentando obter dinheiro com isso”, complementou o delegado.
A partir disso, a PCSC conseguiu identificar os três suspeitos, que foram encontrados em um imóvel no bairro Esperança. Em interrogatório, eles confessaram a participação nos crimes. O de 19 anos, apontado como autor intelectual do homicídio e ocultação de cadáver, afirmou que a motivação seria uma retaliação por supostos abusos sexuais sofridos no passado, e a intenção inicialmente era “‘dar uma lição” na vítima.
No entanto, a situação escalonou para o assassinato de Jair dentro da própria casa, por esfaqueamento.. Após a morte, o grupo utilizou o carro da vítima para transportar o corpo até a Pedra do Frade, onde atearam fogo no automóvel na tentativa de destruir provas e dificultar a identificação da autoria.
A Polícia Civil afirma que, apesar das alegações dos suspeitos sobre a motivação, a dinâmica dos fatos, a violência empregada e a tentativa de ocultação do cadáver reforçam a gravidade da conduta dos jovens. Diante disso, eles seguem presos e as investigações continuam para identificar possíveis outros suspeitos e seus envolvimentos no caso.
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