15 de abril de 2026
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Policial

Influenciadora é alvo de mandado por suspeita de crime contra membros do TJSC

Imagens: Redes sociais/Reprodução
Ativista da causa ‘Justiça por Orelha’ de São Paulo acabou presa durante buscas em sua residência

Uma influenciadora digital defensora da causa animal de São Paulo foi presa pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) na última quinta-feira (9), após ser alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência. Potira Ribeiro é investigada por crimes supostamente cometidos contra membros do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) no âmbito da investigação da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis.

Potira manteve forte posicionamento nas redes sociais cobrando pela elucidação do Caso Orelha. O TJSC não detalhou os crimes supostamente cometidos por ela, que conta com 98,2 mil seguidores em uma página no Instagram. O Judiciário confirmou que ela é alvo de um inquérito policial e que a PCSC solicitou a realização de buscas domiciliares, que tiveram parecer favorável pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

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“Para cumprimento dos mandados, a autoridade policial solicitou apoio de policiais civis que também atuam no Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS), que foram a São Paulo e, juntamente com a polícia civil de São Paulo, cumpriram a diligência. Em razão da reação da pessoa, ela foi conduzida até delegacia de polícia de Guarulhos/SP”, informou o TJSC. Após assinar um termo circunstanciado, a influenciadora foi liberada.

Imagens do cumprimento do mandado publicadas por Potira Ribeiro em seu perfil no Instagram mostram a influenciadora relutando e tentando impedir que os agentes da PCSC apreendessem seu celular. Ela também acusa os policiais de agredirem seu filho, que estava junto na residência no momento da abordagem.

Em um vídeo de pronunciamento, Potira afirmou que a abordagem dos agentes foi truculenta. “Quando eu abri a porta, simplesmente o primeiro policial já entrou, já. Eu só lembro dele com o colete e ele entrou [falando] ‘é mandado judicial’, e assim, com a folha na minha cara, eu não enxergava uma letra ali que tava naquele papel. Naquele momento, eu perguntava o que era, o que que tava acontecendo. E eles ‘ah, na hora de postar as coisas na internet, você não se faz de sonsa’“, afirmou a influenciadora.

Potira disse ainda que os agentes não explicaram o motivo do mandado nem o que seria apreendido. “Tinha uma das policiais que era muito agressiva. Ela ia andando pela casa, ela ia perguntando. E eles gritavam ‘amarram os cachorros, amarram os cachorros’, e os cachorros latindo, e aquilo muito traumático, todo mundo gritando. Como que uma pessoa de bem não vai perder a noção de tudo que tá acontecendo?”, relatou.

A influenciadora afirmou que a PCSC apreendeu ao menos seu celular e um computador. Durante a condução à delegacia, segundo o relato, houve discussões e troca de xingamentos entre Potira e os policiais, que a agrediram e algemaram antes de colocá-la no camburão. “Dentro da delegacia não tinha gravação, e um dos policiais me xingou de tudo o que vocês podem imaginar. Ele me diminuiu como pessoa, das formas mais cruéis que você pode imaginar”, continua o relato.

Em nota ao TVBV Online, a Polícia Civil de Santa Catarina afirma que a atuação dos policiais ocorreu dentro da legalidade. “Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o alvo investiu contra os policiais, configurando a prática de crime, por ter desacatado os agentes policiais. Em razão disso, foi lavrado Termo Circunstanciado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), procedimento que foi ratificado pela autoridade policial local, sendo que os trâmites relativos a essa conduta tramitam naquele estado”, escreve o posicionamento oficial.

           

             

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