Famosos são acusados de lavagem de dinheiro e de realizar transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15). a “Operação Narco Fluxo” contra uma organização criminosa acusada de fazer lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
Foram expedidos pela Justiça 45 mandados de busca e apreensãoe 39 de prisão temporária. Entre os presos, estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo , além do fundador e proprietário da página ‘Choquei’, Raphael Sousa Oliveira , de 31 anos. Na área de cobertura da Band Campinas, foram presas cinco pessoas:
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- Matheus Magrini, filho do traficante internacional Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, foi preso em Jundiaí (SP), na casa do MC Ryan.
- Chrys Dias, criador de conteúdo digital, e a esposa dele, Débora Paixão, foram presos em Itupeva (SP).
- Vitor Ferreira da Cruz Júnior foi preso em Campinas (SP).
- Luís Carlos Custódio foi preso em Bragança Paulista (SP).
O MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto Silva, foi preso em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Neste mesmo local, o cantor foi alvo de um assalto no mês passado.
Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Investigação aponta MC como centro de esquema que movimentou R$ 1,6 bilhões. Para a Justiça, a popularidade do artista e o alcance nas redes sociais funcionavam como uma espécie de “blindagem ”, permitindo a circulação de valores elevados, como se fossem fruto do sucesso no entretenimento.
Além das prisões e mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro de bens dos famosos, além da proibição de movimentação empresarial e de transferência de bens móveis e imóveis, possivelmente adquiridos com recursos das atividades criminosas investigadas. Os presos podem ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, ocultação ou lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O que a investigação aponta?
A ação revelou que os envolvidos, com milhares de seguidores nas redes sociais, estruturaram um sistema sofisticado para a movimentação de recursos ilícitos, utilizando, entre outros mecanismos, a mescla com atividades artísticas de parte dos investigados, transferências de criptoativos, transporte de dinheiro, inclusive em espécie, operações bancárias de elevado valor e repasses sucessivos.
Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Federal em endereços localizados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federa. As diligências realizadas indicam a movimentação de quantias expressivas, que, até o momento, ultrapassam o valor de R$ 1,63 bilhão.
Cidades onde ocorreram as ações na operação Narco Fluxo:
- São Paulo capital
- Itupeva/ SP
- Santos/ SP
- Igaratá/SP
- Guarujá/SP
- São Sebastião/SP
- Praia Grande/SP
- Jundiaí/SP
- São Bernardo do Campo/SP
- Mogi das Cruzes/SP
- Campinas/SP
- Bragança Paulista/SP
- Bauru/SP
- Rio de Janeiro
- Cachoeira do macacu/RJ
- Candoi/PR
- Sarandi/PR
- Brusque/SC
- Cocal do Sul/SC
- Serra/ES
- Vitória/ES
- Brasilia/DF
- Goiânia/GO
- Recife/PE
- Bacabal/MA
Outro lado
A defesa de MC Ryan informou que “não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos”. “Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável. A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada”, diz a nota.
Já a defesa de MC Poze do Rodo ainda não se pronunciou.
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Um esquema de golpes provocou um prejuízo de R$ 12 milhões com a venda de terrenos de alto padrão na praia de Jurerê Internacional, bairro mais valorizado de Florianópolis. O grupo criminoso, de atuação interestadual, é alvo de uma operação da Polícia Civil (PCSC) nesta quarta-feira (15). São cumpridos 10 mandados de prisão temporária em sete municípios.





