23 de julho de 2026
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Interpol desarticula falsa delegacia da Polícia Federal e prende 82 na África

Foto: Interpol/Divulgação
Local era utilizado por golpistas para convencer vítimas a transferirem dinheiro

Uma falsa delegacia da Polícia Federal (PF) foi descoberta durante uma operação da Interpol em Essuatíni, pequeno país entre a África do Sul e Moçambique. O local era utilizado para aplicar golpes digitais ao redor do mundo e foi desarticulado no âmbito da Operação First Light 2026, realizada em 97 países nos primeiros meses de 2026.

Segundo a Interpol, 82 pessoas foram presas na ação. Os alvos seriam integrantes de uma rede criminosa que operava um esquema ilegal de apostas online, lavagem de dinheiro e golpes digitais. No local, os agentes também apreenderam 240 dispositivos eletrônicos, moeda estrangeira e itens utilizados para simular uma delegacia da PF, como uniformes, bandeiras brasileiras, equipamentos e distintivos.

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Os criminosos se passavam por agentes da Polícia Federal brasileira e realizavam chamadas de vídeo com os alvos do golpe, que eram levados a acreditar que foram vítimas de um crime. Eles eram então convencidos a transferir dinheiro para a custódia da falsa PF como uma precaução de segurança. Os valores eram então transferidos a contas de outros envolvidos no esquema.

Diante da escala do esquema criminoso e da complexidade das provas digitais encontradas, a Interpol enviou uma Equipe de Suporte Operacional a pedido das autoridades em Essuatíni para providenciar a perícia dos aparelhos apreendidos.

Operação First Light

A central golpista no Essuatíni foi descrita pela Interpol como baseada em engenharia social, um termo amplo que se refere a técnicas que exploram a confiança das vítimas para se obter dinheiro ou informações confidenciais. Este tipo de fraude pode incluir comprometimento de e-mails corporativos, extorsão mediante imagens íntimas, além de golpes amorosos, de falsa identidade ou de investimentos.

A Operação First Light 2026 levou às autoridades a identificar mais de 142 mil vítimas de golpes de engenharia social, com destaque para os casos em que as fraudes escalaram para uma ameaça transnacional maior, afetando indivíduos, negócios e até governos. Ao todo, as ações nos primeiros meses do ano resultaram na prisão de 5.811 pessoas e na interceptação de 293 milhões de dólares em ativos ilícitos.

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