8 de abril de 2026
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Irã volta a bloquear Estreito de Ormuz após ataque de Israel ao Líbano

Foto: Banco de imagens
Bombardeios deixaram mais de 200 mortos e mil feridos nesta quarta-feira

O governo do Irã suspendeu a travessia pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), menos de 24 horas após a reabertura, após Israel bombardear várias regiões do Líbano. O governo do Irã suspendeu a travessia pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), menos de 24 horas após a reabertura, após Israel bombardear várias regiões do Líbano. A informação é da agência iraniana Fars. A Casa Branca nega que a principal via marítima do Oriente Médio esteja fechada após os ataques, segundo o The Guardian. O ataque deixou 254 mortos e mais de 1.100 feridos.

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O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta por onde passa 20% de toda produção de petróleo do mundo. Localizado no Oriente Médio, ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como única saída para o Mar Arábico e, consequentemente, para o Oceano Índico. Por essa posição estratégica, o estreito é considerado um dos principais “pontos de estrangulamento” do comércio global de energia.

Mais cedo, Israel realizou seu maior ataque contra o Líbano desde o início da guerra contra o Hezbollah, lançando uma série de bombardeios aéreos sem aviso prévio sobre Beirute, a capital libanesa, e outras regiões do país, atingindo mais de cem alvos. De acordo com agências de notícias internacionais, o ataque deixou centenas de mortos e feridos. Israel afirmou que os ataques foram “a maior ofensiva coordenada visando mais de cem centros de comando e instalações militares do Hezbollah”, acrescentando que a maior parte da infraestrutura atingida estava “no coração da população civil”.

De acordo com o presidente americano Donald Trump, o acordo não incluiu a interrupção do cessar-fogo de Israel ao Líbano. A declaração contraria a declaração do primeiro-ministro do Paquistão Shehbaz Sharif, que foi mediador do acordo, e disse que o acordo era para toda a região do Oriente Médio.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo em vigor não representa o fim da campanha militar e que o país ainda pretende atingir novos objetivos, inclusive com a possibilidade de retomada dos combates. “O cessar-fogo não é o fim, mas uma etapa no caminho para alcançar todos os nossos objetivos”, disse.

Cessar-fogo

Israel realizou ataques no sul do Líbano apesar de um cessar-fogo intermediado entre Estados Unidos e Irã, que não inclui o território libanês, segundo autoridades israelenses. O acordo previa uma trégua de duas semanas voltada à redução das tensões entre Washington e Teerã, mas Israel afirma que continuará suas operações contra o Hezbollah no Líbano, por considerar o grupo uma ameaça direta.

O Hezbollah, aliado do Irã, indicou que suspendeu ataques contra Israel em respeito à trégua, mas alertou que a continuidade das ofensivas israelenses pode levar a uma nova escalada do conflito. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a trégua de duas semanas “não inclui o Líbano”, enquanto o chefe das Forças Armadas disse que o país continuará a atacar “com determinação. Irã e Paquistão disseram que o cessar-fogo incluiria o Líbano, contrariando Israel, enquanto os Estados Unidos ainda não se pronunciaram. O Hezbollah afirmou que respeitaria a trégua caso Israel interrompesse os ataques, e o deputado Ibrahim Moussawi alertou que o grupo e o Irã retaliariam se as ofensivas continuassem.

           

             

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