19 de março de 2026
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Jovem foi morta em Balneário Rincão por delatar integrantes de facção, aponta denúncia

Imagem: Redes Sociais/Reprodução
Daniele Roque Silveira teve o corpo enterrado em uma área de dunas e só foi localizada quatro meses depois

A jovem Daniele Roque Silveira, que teve o corpo encontrado enterrado em meio às dunas em Balneário Rincão no último dia 10, foi morta por vingança. Segundo a denúncia protocolada pelo Ministério Público de Santa Catarina, os três suspeitos teriam praticado o crime contra a adolescente pelo fato dela ter delatado integrantes de uma organização criminosa da qual eles supostamente faziam parte. Agora, o trio se tornou réu na ação penal. Um deles está preso preventivamente, enquanto os outros dois seguem foragidos.

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O crime aconteceu na Zona Sul do município de Balneário Rincão, no Litoral Sul catarinense, entre a noite de 20 de novembro e a madrugada de 21. Os suspeitos – de 20, 22 e 24 anos – teriam atraído a vítima para o local conhecido como Morro da Moca sob o pretexto de um encontro com um dos réus, com o qual ela mantinha relações casuais. Ela contratou o serviço de motorista de aplicativo para levá-la do bairro Polícia Rodoviária, em Araranguá, onde morava com a família, até o local indicado. Chegando lá, ela foi recebida por um dos envolvidos, que a levou até o Morro da Moca, onde estava montada uma emboscada.

No local mais isolado, ela foi surpreendida pelo ataque dos réus, que, utilizando-se de meio cruel, agrediram Daniele com violência extrema. Com um objeto contundente, eles a atingiram diversas vezes na cabeça, ocasionando sua morte por traumatismo crânio encefálico e politraumas. Após a execução da jovem, eles levaram o corpo até uma área de dunas e o enterraram. Ele só foi encontrado em março deste ano, quatro meses após o crime.

Foto: PCSC

 Identificação dos suspeitos

A denúncia aponta que a identificação dos suspeitos foi possível graças à geolocalização do aparelho celular de Daniele. Os dados revelaram que ele esteve na casa de um dos suspeitos na data do crime. Depois, o aparelho se conectou à internet da residência da investigada, que era companheira de um outro envolvido. Os pontos indicados ficavam perto dos locais onde o crime aconteceu e de onde o corpo da jovem foi localizado, indicando que o aparelho esteve sob controle dos investigados.

Denúncia por homicídio qualificado

Diante das evidências coletadas durante o processo investigativo, o Ministério Público de Santa Catarina denunciou os três envolvidos pelo crime de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme o documento, as qualificadoras se devem ao fato do crime ter sido executado como uma vingança contra a jovem, que delatou um dos integrantes da organização criminosa, e pelos réus terem agido com uso de emboscada e vantagem numérica, não dando chance de defesa. Além disso, o órgão também recomenda a condenação por ocultação de cadáver. A denúncia foi recebida pela justiça catarinense, que analisará e poderá acatar as recomendações.

           

             

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