Criança morreu de hemorragia interna; mensagens revelam que mãe sabia das agressões constantes do companheiro
A Polícia Civil (PCSC) indiciou nesta quinta-feira (28) a mãe e o padrasto de Moisés Falk Silva, de 4 anos, que chegou sem vida ao Multihospital de Florianópolis no último dia 17. Mensagens e pesquisas encontradas no celular de Richard da Rosa Rodrigues, de 23 anos, confirmam os exames de necropsia, que apontaram que a criança morreu em decorrência de agressões.
O padrasto está preso preventivamente desde o dia dos fatos, quando levou a criança já sem vida para atendimento médico e foi detido em flagrante. A mãe de Moisés, Larissa de Araújo Falk, de 24 anos, chegou a ser presa, mas foi solta para cumprir medidas cautelares em razão de estar grávida de seis meses.
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A investigação concluiu que “a criança sofria maus-tratos, sendo agredida pelo padrasto com pleno conhecimento da mãe”. Segundo a PCSC, o exame cadavérico realizado pela Polícia Científica concluiu que a criança morreu em decorrência de uma hemorragia interna, resultado de um “traumatismo abdominal causado por instrumento contundente”.
Uma análise preliminar dos celulares dos investigados confirmou os indícios. Em uma consulta ao aplicativo de inteligência artificial ChatGPT, o padrasto perguntou “O que acontece se ficar enforcando muito uma criança?“. Mensagens trocadas pelo casal também revelaram que, 12 dias antes da morte de Moisés, no dia 5, a mãe da criança perguntou ao homem se havia alguma “picadinha” no rosto do filho. O padrasto admitiu que mordeu o rosto da criança, mas disse que “não foi por maldade”.
Já no dia 22 de maio, primeira vez que a criança precisou de internação hospitalar com suspeita de agressões, o padrasto enviou um vídeo de Moisés dormindo no chão. A mãe perguntou se o menino havia desmaiado, mas o homem disse que não. Horas depois, Richard enviou uma foto da criança com uma orelha visivelmente roxa.
Richard e Larissa foram indiciados pela PCSC e podem responder pelo crime de homicídio qualificado por emprego de meio cruel e contra pessoa menor de 14 anos. O inquérito foi encaminhado para análise do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que decidirá se oferece denúncia ou aprofunda as investigações.
Relembre o caso
Moisés Falk Silva, de 4 anos, deu entrada já sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Multihospital Floripa, no bairro Carianos. Segundo a equipe médica, a criança chegou inconsciente na unidade por volta das 15h30. Os profissionais realizaram procedimentos de reanimação por aproximadamente uma hora, mas não tiveram sucesso.
À Polícia Militar (PMSC), a equipe da UPA afirmou que constatou a presença de diversas lesões no corpo da criança, o que levantou a suspeita de agressões. Ela apresentava machas roxas na região de bochecha, semelhante a uma mordida, e também marcas de agressões no abdome e nas costas.
Testemunhas relataram à PMSC que a criança foi levada ao hospital por uma vizinha, que é enfermeira, e também pelo padrasto. Ele teria apresentado comportamento considerado estranho durante o atendimento. A mãe da vítima chegou logo em seguida ao hospital após deixar o trabalho. O padrasto afirmou à polícia que estava com a criança ao longo do dia e que notou ela “bem estranha”. Ele disse que ela começou a ficar desacordada, então foi à casa da vizinha pedir ajuda. Ainda segundo relatos de testemunhas. A família mora em uma ktinet no bairro Tapera.
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