Moisés Falk Silva morreu por hemorragia interna antes de chegar ao Multihospital; padrasto já responde na Justiça
A mãe de Moisés Falk Silva, menino de apenas 4 anos que que chegou sem vida ao Multihospital de Florianópolis com diversas marcas de agressões, tornou-se ré pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. A decisão foi tomada nesta terça-feira (16) pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJSC), após a denúncia ter sido inicialmente rejeitada pela Justiça.
Larissa de Araújo Falk, de 24 anos, e o padrasto Richard da Rosa Rodrigues, de 23, foram denunciados em setembro pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após a investigação apontar que a criança morreu de choque hemorrágico devido a traumatismo abdominal. Inicialmente, o Poder Judiciário aceitou somente a denúncia contra Richard, que está preso em flagrante desde o dia em que Moisés morreu, em 17 de agosto. Larissa responde em liberdade, mas com medidas cautelares.
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O MPSC recorreu da decisão da primeira instância de rejeitar a denúncia contra a mãe, aceita agora na 2ª Câmara Criminal. Em nota, a defesa de Larissa afirma que respeita a decisão, mas não concorda com a fundamentação apresentada. “Tendo em vista que a decisão proferida não foi unânime, 2 a 1, havendo um voto minoritário que concorda com a tese defensiva, é cabível a oposição de embargos infringentes, que serão apresentados dentro do prazo legal”, escrevem os advogados.
Relembre o caso
Moisés Falk Silva, de 4 anos, deu entrada já sem vida no Multihospital Floripa, no bairro Carianos, no último dia 17 de agosto. Os profissionais realizaram procedimentos de reanimação por aproximadamente uma hora, mas não tiveram sucesso. À Polícia Militar (PMSC), a equipe médica afirmou que constatou a presença de diversas lesões no corpo da criança, o que levantou a suspeita de agressões. Ela apresentava machas roxas na região de bochecha, semelhante a uma mordida, e também marcas de agressões no abdome e nas costas.
A investigação da PCSC concluiu que “a criança sofria maus-tratos, sendo agredida pelo padrasto com pleno conhecimento da mãe”. O exame cadavérico realizado pela Polícia Científica concluiu que a criança morreu em decorrência de uma hemorragia interna, resultado de um “traumatismo abdominal causado por instrumento contundente”.
A análise dos celulares dos investigados confirmou os indícios. Em uma consulta ao aplicativo de inteligência artificial ChatGPT, o padrasto perguntou “O que acontece se ficar enforcando muito uma criança?“. Mensagens trocadas pelo casal também revelaram que, 12 dias antes da morte de Moisés, a mãe da criança perguntou ao homem se havia alguma “picadinha” no rosto do filho. O padrasto admitiu que mordeu o rosto da criança, mas disse que “não foi por maldade”.
Já no dia 22 de maio, primeira vez que a criança precisou de internação hospitalar com suspeita de agressões, o padrasto enviou um vídeo de Moisés dormindo no chão. A mãe perguntou se o menino havia desmaiado, mas o homem disse que não. Horas depois, Richard enviou uma foto da criança com uma orelha visivelmente roxa.
Violento acidente deixa um morto na BR-282 no Oeste de SC
Com o impacto, a vítima chegou a ser arremessada do carro, que ficou destruído
Um grave acidente de trânsito deixou uma pessoa morta no começo da manhã desta quarta-feira (17) na BR-282 próximo a Vargeão, no Oeste de Santa Catarina. A vítima, identificada como Adelberto Vitor Wiltgen, de 57 anos, chegou a ser arremessada do veículo por conta da violência do impacto.





