20 de janeiro de 2026
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Segurança

Maioria dos afogamentos no mar ocorre em áreas de corrente de retorno

Foto: Divulgação / CBMSC
Corpo de Bombeiros Militar orienta o que fazer para não ser arrastado pelo fenômeno

Se você curte pegar uma praia, mas não sabe o que é corrente de retorno, pode estar correndo grande perigo ao entrar no mar. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), a maioria dos afogamentos em água salgada é causada por esse fenômeno, responsável por arrastar a pessoa para o alto mar em questão de segundos.

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Apenas nesta temporada, do dia 15 de dezembro de 2025 até 18 de janeiro de 2026, foram registrados 1.289 arrastamentos por correntes de retorno. No entanto, a corporação informou que houve uma queda de 41% nos casos em relação à temporada anterior, devido a ações de prevenção e orientação.

O que são correntes de retorno?

O fenômeno acontece quando a água chega até a altura da areia da praia e volta ao mar de forma concentrada. Neste momento, o trecho atingido pela corrente de retorno vira uma espécie de corredor, que rapidamente arrasta a pessoa para longe.

Em praias onde há presença de guarda-vidas, os locais com corrente de retorno são demarcados com bandeiras vermelhas na faixa de areia, bem em frente ao ponto de perigo. Caso o banhista perceba que está sendo puxado, ele não deve tentar nadar contra a corrente. O correto é acenar para o guarda-vidas, boiar até a ajuda chegar ou nadar para algum dos lados como ilustrado na imagem abaixo.

O CBMSC também reforça que, apesar da maioria dos casos de afogamento envolver jovens de 24 e 25 anos, as crianças merecem atenção redobrada, pois, até correntes pequenas conseguem arrastá-las. A orientação é que os pequenos estejam sempre no raso e, no máximo, a um braço de distância do adulto responsável. Os bombeiros também oferecem gratuitamente pulseiras de identificação infantil nos postos de guarda-vidas.

Ocorrências na última semana

De acordo com o CBMSC, entre os dias 13 e 19 de janeiro, foram realizados 307 salvamentos, sendo que 301 foram de pessoas arrastadas pela corrente de retorno. Ainda durante esse período, duas pessoas morreram afogadas em praias sem a presença de guarda-vidas e 2.036 acidentes com água-vivas foram registrados. Além disso, foram realizadas 1 milhão de ações preventivas pelas equipes de guarda-vidas civil e militar.

*Sob supervisão de Fernando Bortoluzzi

           

             

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