O Avaí teve mais sorte que juízo neste sábado. Perdeu seu jogo para o Ceará dentro da Ressacada, com quase oito mil torcedores que assistiram a um time que, desta vez, até brigou e lutou, mas esbarrou em suas próprias incompetências. Até as 18h do mesmo sábado, o clima era de tragédia no Sul da Ilha, mas a derrota do Botafogo de São Paulo manteve as remotas chances de o time azurra permanecer na Segunda Divisão.
O Avaí entrou em campo motivado pela troca de técnico. Marquinhos Santos impôs à equipe um preenchimento melhor no meio de campo e a disponibilidade de apenas um atacante na frente. Tudo correu bem durante boa parte do jogo. O time tinha o domínio do meio, tocava bem a bola e se defendia razoavelmente bem, mas sofria — e muito — no ataque. Aliás, como o Thayllon faz falta!
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Chances foram criadas, o time até foi ao ataque, mas, com a lesão do senhor Felipe Vizeu — que estava escalado para a partida, mas não entrou em campo — e a entrada de Léo Gamalho, que praticamente anda em campo, o time ficou sem um atacante veloz e forte de referência. É isso, senhores: o Avaí não tem ataque, e quem não faz, leva.
A derrota é amarga demais, pois representaria a virada de chave em busca da recuperação na Série B. Agora, para depender de suas próprias pernas, o Avaí precisa vencer cinco de sete partidas. Como eu disse, o consolo é que o Botafogo-SP perdeu para o Vila Nova, e a distância permanece em cinco pontos, sendo que pelo menos dois destes confrontos ainda são contra adversários diretos: o Londrina e o próprio Botafogo-SP. Nos resta esperar e torcer. Mas o elenco do Avaí e o M10 precisam se mexer. Não dá para depender de resultados externos em todas as rodadas. É preciso fazer mais para sair desta situação, e não será com Léo Gamalho e Felipe Vizeu que o Avaí resolverá seus problemas de ataque.
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