13 de abril de 2026
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Ocorrência

Morre empresário indiciado por suposta coação a testemunha no caso Orelha

Foto: Redes sociais/Reprodução
Tony Marcos de Souza sofreu um infarto na madrugada desta segunda-feira (13), informou a defesa

Morreu na madrugada desta segunda-feira (13) um dos três indiciados pela Polícia Civil (PCSC) na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O empresário e advogado Tony Marcos de Souza, de 52 anos, sofreu um infarto durante a madrugada. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Rodrigo Duarte da Silva.

Tony foi um dos três homens indiciados pela Polícia Civil (PCSC) por coação a testemunha e era tio do adolescente alvo de um pedido de internação, apontado como autor das agressões que levaram à morte de Orelha. A defesa negou as acusações e disse que o empresário andava deprimido e estressado “com toda a injustiça”.

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Informações sobre velório não foram divulgadas. Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Tony. “Meu irmão, a vida não vai ter a mesma graça daqui para frente. Vai em paz, leva tua alegria para um lugar melhor do que esse aqui. Levas uma parte da gente… Te amo”, escreve uma das homenagens.

O indiciamento de Tony pela PCSC ocorreu após ele envolver-se em uma discussão com o porteiro de um condomínio na Praia Brava, no Norte de Florianópolis. Na ocasião, segundo a investigação, os suspeitos agiram de forma intimidadora contra o trabalhador. O caso é analisado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), assim como os maus-tratos cometidos contra dois cães comunitários no bairro.

Entenda o caso de coação

Três homens – pai e tio do adolescente apontado pela Polícia Civil (PCSC) como autor dos maus-tratos, e o pai de um segundo jovem – foram indiciados em fevereiro pela PCSC por coagirem o porteiro do condomínio onde veraneiam na Praia Brava. Um deles também foi indiciado pelo crime de ameaça. A investigação, aberta em paralelo à apuração das agressões ao cão Orelha, foi conduzida pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) de Florianópolis.

Imagem: Polícia Civil/Divulgação

Os fatos ocorreram na noite do dia 12 para 13 de janeiro – oito dias após a data em que Orelha teria sido agredido, segundo a PCSC. Fotos dos adolescentes e um áudio atribuído ao porteiro já circulavam em grupos de WhatsApp, apontando os jovens como autores das agressões ao cachorro e também a furtos e depredações em quiosques na praia.

Após desentendimentos com dois adolescentes, os pais dos dois jovens foram até a portaria e confrontaram o porteiro. Em depoimento, ele afirmou que um dos adultos estava visivelmente alterado e aparentemente embriagado. Segundo a PCSC, os suspeitos agiram de forma intimidadora, sendo que um deles ainda adotou tom agressivo e teria questionado “tu sabe com quem tu tá falando?”, frase que, segundo a vítima, reforçou ameaças anteriores feitas pelos adolescentes, que afirmavam ter familiares ligados à polícia e que “não daria nada” para eles por serem menores de idade.

Um morador do condomínio que testemunhou o confronto percebeu um volume na cintura de Tony, semelhante a uma arma de fogo, o que aumentou a apreensão. A testemunha tentou intervir em defesa do porteiro e acabou sendo ameaçada de agressão física. A PCSC chegou a realizar buscas nas residências dos investigados, mas nenhuma arma foi encontrada.

           

             

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