27 de maio de 2024
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MPSC apura situação de população em área de risco de Florianópolis

Tragédias como a ocorrida durante o Carnaval no litoral de São Paulo, quando fortes chuvas ocasionaram grandes desmoronamentos que resultaram em dezenas de vítimas fatais e milhares de desabrigados, têm se tornado cada vez mais recorrentes na vida cotidiana do país

A fim de evitar que eventos como este se repitam em Florianópolis, o Ministério Público da Santa Catarina (MPSC) instaurou procedimento para apurar a situação das comunidades instaladas em áreas de risco na Capital catarinense.

O procedimento – uma Notícia de Fato – foi instaurado na quarta-feira (22) pela 30ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com atuação na área da cidadania e direitos humanos. Ao dar início ao procedimento, o Promotor de Justiça Daniel Paladino destacou que houve, em época não muito distante, registro de mortes no chamado “Morro da Mariquinha”, de sorte que se mostra imprescindível a atualização do quantitativo de áreas de risco nesta cidade, bem como a adoção de medidas urgentes capazes de estancar o problema.

“Sob a perspectiva do direito à vida e à dignidade humana, é de rigor conhecer a realidade dessas comunidades expostas ao risco e buscar as soluções que assegurem a sua proteção e qualidade de vida, o que perpassa também pela implementação de políticas de habitação popular”, considerou Paladino.

 

De acordo com o Promotor de Justiça, notícias veiculadas pela mídia apresentam Santa Catarina como o Estado brasileiro com maior número de áreas de risco para desastres naturais do país, contando com 294 áreas com possibilidade de desastres geológicos e hidrológicos. “Ao que tudo indica, a ocupação irregular do solo urbano, notadamente em áreas de risco geológico, aliado à inação de autoridades públicas, tem sido o ponto gatilho para esse cenário desolador, que tende, infelizmente, a piorar”, completa.

Como primeiro passo em busca de soluções, foi marcada uma reunião para o dia 16 de março, para a qual serão convidados representantes da Prefeitura, Floram, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Comcap, Secretaria de Segurança Pública, Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, Defesas Civis do Estado e do Município, Polícias Militar, Civil e Científica, Conselhos Regionais de Arquitetura e de Engenharia, Câmara municipal de Vereadores, Câmara de Dirigentes Lojistas e entidades representativas da sociedade civil. Também serão convidados os Promotores de Justiça da Capital com atuação na área ambiental.

Em paralelo, o Promotor de Justiça determinou a expedição de ofício à Defesa Civil Municipal, solicitando, no prazo de 45 dias, esclarecimentos e informações sobre quais providências foram ou estão sendo tomadas para mapear as áreas com risco de desastres geológicos e hidrológicos em Florianópolis, bem como as medidas que estão sendo adotadas para interdição e isolamento dos locais.

Foto: Defesa Civil/Reprodução

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