Cláudia Hoeckler, de 42 anos, recebeu a pena de 20 anos e 24 dias de prisão
O julgamento teve início na manhã da última quinta-feira (28) em Capinzal, no Meio-Oeste catarinense. A acusada Cláudia Fernanda Tavares Hoeckler, de 42 anos, foi condenada a 20 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado por matar e ocultar o corpo do marido em um freezer. O tribunal do júri acatou as acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
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Foram dois dias de julgamento em um dos juris mais longos da região. O processo foi marcado pela presença de familiares dos envolvidos, imprensa e curiosos. Foram ouvidas 10 testemunhas e a ré chegou a ser interrogada no primeiro dia do julgamento, mas ela passou mal e precisou ser atendida pelo Corpo de Bombeiros e apenas retornou no dia seguinte para a conclusão do interrogatório.
Foram debates entre acusação e defesa com réplicas e tréplicas. Até mesmo o freezer onde o corpo foi escondido foi levado para o plenário pela promotoria. A defesa de Claudia alegou que ela agiu em legítima defesa já que sofria agressões físicas e psicológicas do marido, mas que não intenção de matar. No total, foram sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens, que decidiram o caso e reconheceram a culpa da vítima.

Relembre o caso
Valdemir Hoeckler, de 52 anos, foi assassinado no dia 19 de novembro de 2022, pela companheira Cláudia Hoeckler. Ele foi dopado e asfixiado pela condenada na casa onde o casal morava em Lacerdópolis, no Meio-Oeste catarinense.
Durante depoimento à polícia, a assassina confessa relatou que deu três remédios ao marido, o que fez ele dormir. Ela amarrou os pés e as mãos para impedir qualquer reação e depois colocou uma sacola na cabeça presa por uma borracha no pescoço. O homem se debateu, mas ela pressionou o saco contra a boca e o nariz da vítima, até que o marido morreu.
Após esconder o corpo no freezer, ela viajou com amigas para participar de um encontro com grupo de professoras em Abdon Batista. Para a polícia, afirmou que planejou o assassinato no dia anterior, quando disse que iria viajar e foi ameaçada pelo marido. A acusada foi presa depois que o crime foi descoberto em 2022 e teve a liberdade provisória concedida ano seguinte. Contudo voltou a ser presa em 2024 depois que a Justiça entendeu que ela descumpriu medidas cautelares e permaneceu presa até o dia da condenação.
Três atletas representam Santa Catarina no Mundial de Atletismo 2025
Lista de convocados foi anunciada nesta sexta-feira (29) pela Confederação Brasileira de Atletismo
Três atletas representarão Santa Catarina no Mundial de Atletismo, que acontece entre os dias 13 e 21 de setembro em Tóquio, no Japão. A lista de convocados foi anunciada nesta sexta-feira (29) pela Confederação Brasileira de Atletismo e conta com um total de 42 atletas, entre eles, os medalhistas olímpicos Caio Bonfim, da marcha atlética, e Alisson dos Santos, dos 400 metros com barreiras.