Violência extrema deixa uma vítima com queimaduras em 70% do corpo e outra morta
Um jovem de 20 anos sobreviveu após ser submetido a torturas, baleado e incendiado vivo em um ataque brutal em Bom Retiro, na Serra Catarinense, na noite de segunda-feira (30). Outro homem, de 38 anos, foi encontrado morto na residência abandonada onde ocorreram as violências. A autoria é investigada pela Polícia Civil (PCSC).
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A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) foi acionada por volta das 19h, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que prestava atendimento ao jovem em uma residência na Rua Carlos Souza. No local, o sobrevivente foi encontrado gravemente ferido, apresentando queimaduras em cerca de 70% do corpo, cheiro de combustível e ferimentos por disparos no ombro e na mão. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), onde permanece em estado grave, porém estável.
Em depoimento à PMSC, o jovem relatou que foi abordado por um grupo de homens próximo a um posto de combustíveis, que o forçaram a entrar em um veículo. Ele foi levado até uma residência abandonada no final da Avenida Major Generoso, no bairro São José, onde foi amarrado com fios elétricos junto com outro homem.
Segundo o relato, o outro homem foi inicialmente agredido até a morte com pedaços de madeira e tijolos. Em seguida, os criminosos atiraram duas vezes contra o jovem — um tiro acertou sua mão ao tentar proteger a cabeça — derramaram gasolina sobre as das vítimas e atearam fogo. Apesar das mãos amarradas e das vestes em chamas, o jovem conseguiu escapar pela janela da casa. Ele relatou ainda que rolou no chão para apagar o fogo e buscou ajuda com moradores da região.
Polícia aponta possível motivação
As equipes da PMSC se deslocaram até a residência indicada pelo sobrevivente, onde encontraram o corpo do homem de 38 anos parcialmente queimado, ainda com as mãos e pés amarrados, já em estado de rigidez cadavérica. No local foram recolhidos um galão de combustível parcialmente queimado, fragmentos de madeira com vestígios de sangue, bitucas de cigarro e uma tela de celular quebrada.
A Polícia Científica (PCI) realizou a perícia no imóvel, coletando vestígios e isolando a área, enquanto a PCSC assumiu a investigação. O caso é tratado como homicídio consumado e tentativa de homicídio. A motivação do crime ainda é investigada, mas informações preliminares apontam para uma possível dívida relacionada a drogas.
Ainda segundo a PMSC, o jovem está internado com segurança reforçada no HNSG, garantindo proteção à vítima, à equipe médica e aos demais pacientes, diante do risco de os suspeitos retornarem para consumar o homicídio.
*Estagiário sob supervisão de Fernando Bortoluzzi
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