Linhagem da Ômicron tem 75 mutações, mas sem indícios de maior gravidade
A subvariante “Cicada” da Covid-19, uma linhagem da Ômicron detectada pela primeira vez em novembro de 2024 na África do Sul, voltou a circular globalmente em setembro de 2025. Desde então, ela já foi identificada em 23 países, segundo monitoramento de cientistas.
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A BA.3.2, como é chamada, não é uma variante independente, mas parte do processo contínuo de evolução do vírus, com mutações que garantem sua circulação mesmo com a imunidade da população. Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que essa evolução já era esperada: desde a chegada da Ômicron, o vírus deixou de apresentar grandes saltos entre variantes e passou a evoluir por sublinhagens.
O principal diferencial da “Cicada” está na proteína Spike, usada pelo vírus para invadir células humanas. A subvariante apresenta cerca de 75 mutações nessa proteína, número que pode permitir que ela ‘drible’ alguns imunizantes, mesmo sem causar quadros mais graves. Juarez Cunha, diretor da SBIm, afirma que essas alterações aumentam o risco de infecção mesmo em pessoas vacinadas ou previamente infectadas, mas não indicam maior severidade da doença.
O perfil clínico da “Cicada” permanece semelhante ao das versões recentes da Ômicron. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. Até o momento, não surgiram manifestações novas ou mais agressivas. Mesmo com as mutações, os imunizantes mantêm proteção contra formas graves, hospitalizações e mortes, com eficácia estimada entre seis e doze meses após a dose, pois todas as subvariantes atuais descendem da Ômicron, preservando parte da resposta imunológica das vacinas.
Não há evidência de aumento de casos graves ou internações, embora alguns países tenham registrado crescimento proporcional de infecções em crianças, hipótese ainda em investigação, possivelmente ligada à menor exposição prévia ao vírus. No Brasil, até o último boletim, não havia confirmação oficial da circulação da BA.3.2, mas especialistas consideram provável sua chegada, dado o histórico de rápida disseminação internacional da subvariante.
Mais do que a subvariante, o principal ponto de atenção continua sendo a queda na vacinação. A Covid-19 ainda provoca hospitalizações e mortes, especialmente entre idosos, crianças pequenas e gestantes. As autoridades recomendam manter a vacinação em dia, adotar medidas básicas de higiene, procurar orientação médica ao apresentar sintomas respiratórios e evitar contato com pessoas vulneráveis. A Covid-19 permanece presente no dia a dia, mas prevenção e imunização continuam sendo as melhores armas contra casos graves.
*Estagiário sob supervisão de Fernando Bortoluzzi
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