26 de maio de 2024
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Operação investiga manipulação de resultados em partidas do Brasileirão e estaduais

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Tubarão e Chapecó pelo Ministério Público de Goiás com apoio do MP catarinense. Nenhuma prisão foi realizada em Santa Catarina

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), está prestando apoio ao MP de Goiás nesta terça-feira (18) no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Chapecó e Tubarão. As ações estão relacionadas a Operação Penalidade Máxima, deflagrada pelo órgão goiano. Ninguém foi preso nas cidades catarinenses.

De acordo com o MPGO, há suspeitas de que o grupo criminoso tenha concretamente atuado em pelo menos cinco jogos da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2022, assim como em cinco partidas de campeonatos estaduais, entre eles, os campeonatos goiano, gaúcho, mato-grossense e paulista, todos deste ano.

A investigação iniciou com a análise de três jogos: Vila Nova e Sport; Criciúma e Tombense; e Sampaio Corrêa e Londrina. Na partida do Tigre, a investigação é voltada a conduta de um zagueiro do Tombense. A princípio, os jogadores do Criciúma não são investigados.

 

As investigações apontam que o suposto grupo criminoso atua mediante a cooptação de atletas para a manipulação de resultados nas partidas por meio de ações como, por exemplo,  o cometimento de pênalti no primeiro tempo dos jogos, entre outras iniciativas. O objetivo do esquema criminoso é viabilizar o êxito em apostas esportivas de elevados valores.

Em contrapartida, segundo a apuração, os atletas recebem parte dos ganhos, em caso de êxito. Estima-se que cada suspeito tenha recebido aproximadamente R$ 150 mil por aposta. As investigações apontam que o grupo teria atuado, no mínimo, três partidas ocorridas no final do ano de 2022 na série B do Campeonato Brasileiro de Futebol e estima-se que os valores envolvidos no esquema ultrapassem o montante de R$ 600 mil.

Conforme o Ministério Público do Estado de Goiás, a operação foi deflagrada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos do Futebol (GFUT), em 14 de fevereiro. De acordo com a ação, apenas em um dos jogos manipulados, o lucro estimado pela organização foi de R$ 2 milhões. Ainda de acordo com a ação de fevereiro, um atual e um ex-jogador do clube goiano Vila Nova estão entre os suspeitos. Segundo o promotor de Justiça que coordena a ação, Fernando Cesconetto, o caso foi denunciado pelo próprio time goiano.

Foto: Gaeco/Reprodução

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