23 de julho de 2024
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Paulo Chagas

Operação Mensageiro: réus de Lages têm prazo para apresentar as alegações finais

O prefeito Antonio Ceron, um dos arrolados no processo, segue no cargo, trabalhando de forma discreta / Foto: Ascom PML

Sobre em que pé anda o processo da Operação Mensageiro, envolvendo os réus de Lages, e entre eles, o prefeito Antonio Ceron (PSD). Pois bem. Segundo consegui apurar, eles têm até o próximo dia 11 de dezembro para apresentar as alegações finais. Feito isso, entra o período de recesso. Portanto, nada mais avança neste ano de 2023. Por outro lado, como o processo é bastante grande, só nas alegações finais do Ministério Público (MP/SC), há mais de 900 páginas, o desfecho ficará mesmo para o ano que vem. Sendo assim, a finalização dos processos e das sentenças só devem ocorrer lá pelo final de fevereiro ou início de março de 2024.

Mais um prefeito renuncia ao cargo

Armindo Sesar Tassi – Foto: Portal Massaranduba News

O pedido de renúncia do prefeito de Massaranduba, Armindo Sesar Tassi (MDB) foi protocolado na Câmara de Vereadores, nesta segunda-feira (4), no início da tarde. Ele foi mais um dos prefeitos a ser preso na Operação Mensageiro, porém, solto em outubro. Mesmo assim precisou cumprir medidas restritivas, como uso de tornozeleira eletrônica e a proibição ficar distante e sem contatar com as pessoas envolvidas no âmbito do processo. O prefeito, assim como vários outros em Santa Catarina está atrelado à ação que investiga fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, além de fazer parte de organização criminosa e lavagem de dinheiro, no setor de coleta e destinação de lixo. Com a renúncia de Tassi, já são 10 os prefeitos que também abdicaram a função, além de outros dois que tiveram os mandatos extintos. Sendo assim, o vice-prefeito Odenir Deretti (PP) assumiu o cargo. A Operação Mensageiro arrolou 16 gestores, e um vice.

Internação involuntária de dependentes químicos em SC

Deputado Ivan Natz (PL) propõe a internação involuntária de dependentes químicos como forma de proteção aos direitos coletivos das comunidades. / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

O deputado Ivan Naatz está empenhado em aprovar projeto que prevê internação involuntária de dependentes químicos, especialmente das pessoas que vivem em situação de rua, em Santa Catarina. O assunto vem sendo trazido pelo deputado como a principal forma de ajudar essas pessoas. Segundo ele, enquanto estão sob efeito das drogas, elas não têm discernimento sobre a voluntariedade ao tratamento. Portanto, seria internada de maneira involuntária, e depois de um certo tempo, já sóbria, passaria por uma nova entrevista, já capaz de saber o que seria melhor. Conforme o deputado, o drama do vício afeta muitas famílias, principalmente de baixa renda. São famílias que não estão preparadas para lidar com a doença e muito menos arcar com os custos de uma internação.

Sob a responsabilidade do Governo

A proposta prevê que o Governo do Estado coordene e oriente projetos e programas sociais e de saúde por meio de suas secretarias afins e também como suporte aos municípios que desejem adotar a internação involuntária. Também vejo como o deputado. É uma alternativa importante para as famílias que convivem com este grave problema, que na maioria das vezes se sentem impotentes para agir. Basta ver o resultado de um programa semelhante implantado em Chapecó, no Oeste do Estado, e que vem salvando vidas e devolvendo a dignidade a muitas pessoas e às famílias.

Segurança nas escolas

Proposições do Comseg sobre o tema já concluídas / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Santa Catarina não pode e não deve baixar a guarda para a segurança nas escolas. No último sábado (2), um homem portando uma faca tentou entrar numa escola em Curitibanos, mas foi repelido pelo vigia. A Prefeitura local emitiu nota tratando o assunto como sendo um caso isolado, no momento em que estava sendo realizado um evento na escola, da Associação de Pais e Professores. O fato chegou a ser ventilado por alguns setores, de que poderia se tratar de um novo ataque. Fato desconsiderado, pois, não havia crianças no local. Mesmo assim, uma situação que está merecendo total atenção das autoridades locais. Medidas de segurança foram reforçadas, inclusive, com a presença de profissionais armados. Por fim, a segurança nas escolas, em todo o Estado, precisa ser mantida a qualquer custo. Felizmente, o que ocorreu em Curitibanos, embora tenha sido tratado como sendo um caso isolado, é merecedor de atenção. Os riscos de ataque nas escolas existem. O relatório apresentado pelo Comitê de Operações Integradas de Segurança Escolar, o Comseg Escolar, na Alesc, precisa ser implementado o quanto antes, como base prioritária na segurança das escolas em todo o Estado.