3 de março de 2024
TV Barriga Verde
Policial

Perícia aponta “falha clara” em reservatório da Casan que rompeu em Florianópolis

Resultados da investigação foram apresentados pela Polícia Científica a comissão da Alesc

A Polícia Científica de Florianópolis apresentou os resultados da perícia feita pelo órgão no reservatório da Casan que rompeu-se no bairro Monte Cristo, na Capital, no dia 6 de setembro. As informações foram prestadas pelo perito Cassiano Fachinello Bremm à comissão mista criada pela Assembleia Legislativa para analisar o acidente com o reservatório na tarde desta terça-feira (21).

A perícia, concluída ainda em outubro, compõe o inquérito policial aberto para investigar o caso. Segundo Bremm,  houve erros claros na execução do projeto durante a construção do reservatório. O rompimento do reservatório de 2 mil metros cúbicos de água, na Rua Luís Carlos Prestes, ocorreu durante a madrugada e atingiu as residências próximas.

De acordo com o perito, a análise teve como objetivo verificar a dinâmica do rompimento e os danos resultantes, a causa determinante do rompimento, a indicação da autoria para fins de responsabilização e a colaboração com demais forças policiais. Na conclusão, não foram constatados crimes ambientes, porém foram confirmados os danos materiais, inclusive ao patrimônio público.

 

A perícia fez medições e analisou as diferenças entre o projeto elaborado para o reservatório e o que foi executado pela construtora. Com base nas conclusões da Polícia Científica, houve “falha clara de execução do projeto, especialmente na armadura de ligação dos pilares com as cortinas de concreto [paredes]”. Houve, ainda, falha na fiscalização, pois, conforme Bremm, “o erro era facilmente identificado.”

A falha que seria a principal causa do rompimento, conforme relatado pelo perito, estaria nos estribos, que teriam sido executados de forma errada, com diâmetro menor e espaçamento maior do que o previsto no projeto, e nas barras de negativo, que deveriam ser de 16 milímetros a cada 15 centímetros, mas não foram encontradas durante a perícia da Polícia Científica. “A gente entende que essa combinação é a causa desse descolamento da parede”, afirmou.

Sobre a qualidade o concreto utilizado no reservatório, Bremm informou que o material analisado em laboratório apontou resultados não satisfatórios com relação à resistência, mas, para a perícia, mesmo com resistência mais baixa, a qualidade do concreto não seria a causadora do rompimento.

Participaram da reunião desta terça o relator da comissão mista, deputado Mário Motta (PSD); o presidente da comissão, deputado Ivan Naatz (PL); além do vice-presidente Marquito (Psol) e do membro do grupo, deputado Lunelli (MDB).

 

Foto: Osvaldo Sagaz

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