Acusado de integrar organização criminosa e responder a múltiplos processos por tráfico e lavagem de dinheiro, “Pesão” foi localizado em Itajaí
Na manhã desta segunda-feira (12), André Luiz Miranda do Nascimento, conhecido como “Pesão” ou “Andrézão”, um dos principais traficantes de Santa Catarina, foi preso em Itajaí, no Litoral Norte do estado. Ele já estava detido em Rondônia e cumpria prisão domiciliar, determinada após justiça reconhecer necessidade para tratamento de problemas de saúde. Mas durante a operação contra o crime organizado, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), uma nova decisão judicial determinou seu retorno imediato ao sistema prisional.
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Segundo a Secretaria de Justiça e Reintegração Social, durante o recesso do Judiciário, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) havia autorizado que André cumprisse prisão domiciliar devido à uma doença de pele crônica (erisipela). Nesta segunda-feira, o tribunal reconsiderou a decisão, negou o pedido de habeas corpus e determinou que ele voltasse imediatamente à prisão, garantindo que continue recebendo atendimento médico adequado dentro da unidade prisional.
Após ser localizado em Itajaí, ele foi conduzido à Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde permanecerá sob custódia.
Histórico criminal
André é acusado de integrar uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas, com atuação em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Decisões do Tribunal Federal também citam o envio de entorpecentes por meio de portos da região Sul.
Ele responde a diversos processos na Justiça Federal e nos tribunais estaduais, envolvendo crimes como tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e outras práticas relacionadas.
Há quatro anos, em 2022, “Pesão” foi preso no Paraguai pela Secretaria Nacional Antidrogas, em uma operação realizada a pedido da Justiça de Santa Catarina. Além disso, o nome dele também é citado em outros inúmeros documentos expedidos pela justiça catarinense, alguns da década de 1990.
Operação complexa
A operação foi conduzida de forma conjunta pela Polícia Penal de Santa Catarina. A prisão foi resultado de uma ação coordenada pela Polícia Penal de Santa Catarina e pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Participaram equipes especializadas, incluindo o Núcleo de Busca e Recaptura (Recap), o Grupo Tático de Intervenção (GTI), o Núcleo de Operações Táticas de Itajaí (NOT), a Unidade de Monitoramento Eletrônico (UME) e a Diretoria de Inteligência (DINF).
Ao todo, 14 policiais penais participaram da operação, que teve como objetivo cumprir uma decisão judicial avaliada como de alta complexidade e risco.
*Com revisão de Bernardo Ebert




